Mãe Mosca


Depois de um longo parto, a Mãe encontra-se bem e de saúde!

Cachorros Quentes


Nasceram dia 29 de Agosto... e são giros que se fartam!


Fofurice em pormenor!

Sobre Ditados Populares e Outros Demónios

“Casa de ferreiro, espeto de pau”
“Devagar se vai ao longe”
“Quem espera sempre alcança”
“Grão a grão enche a galinha o papo”

No meio disto tudo a galinha acaba por virar anoréctica, porque quanto menos come menos fome tem.

Tenho vindo com frequência ao meu blog, e é com desespero que confesso que nunca vejo um post novo. Vamos para ver se finalmente me consigo surpreender da próxima …

Hipnose




Se até as víborase

as serpentes

têm quem hábil

as deslumbre e encante,

porque não seres dócil

e paciente

e acreditares

em quem te morde e

em quem te mente?
(O Jota Poeta)

She´s My Bitch


Amores em Tempo de Cólera

O amor tem muitas formas de se revelar, mas comove-me quando o faz em forma de altruísmo em estado puro.

Perguntava a uma grande amiga, há dias, como estavam os seus pais. Ao que me respondeu: "Não muito animados. Ando a pensar em ter um bebé, para lhes dar alguma alegria e estímulo na vida, embora a situação agora não seja a mais propícia, nem o meu relógio biológico esteja propriamente a pedir um".

Mãe, de Onde Vêm os Ovos?



Às vezes, as realidades dos factos, aperecem-nos à frente, de forma inesperada.
Nunca me tinha perguntado, de onde vêm as Couves de Bruxelas.
Espantem-se! Não vêm da Bélgica, nem crescem em embalagens...

Receita De Arroz de Espigos




Acordar cedo.

Tomar um pequeno almoço robusto.

Fazer-se ao caminho.









Cuidado com os poços, pelo caminho...








Nesta altura do ano os espigos,
só podem ser de dois tipos:



de nabos






ou de couves.









Caso se opte pelos espigos de nabos, não colher os floridos...










... mas sim quando ainda estão fechadinhos!















Fazer um esturgido de alho e cebola, colocar a água a ferver. Deitar o arroz. A 5 minutos do fim, colocar os espigos.

Voilá!
Comer na hora.

Cândida

O fim no começo

A palavra cortada
na primeira sílaba.
A consoante esvanecida
sem que a língua atingisse o alvéolo.
O que jamais se esqueceria
pois nem principiou a ser lembrado.
O campo – havia, havia um campo?
irremediavelmente murcho em sombra
antes de imaginar-se a figura
de um campo.

A vida não chega a ser breve.

Carlos Drummond de Andrade

O Mundo Visto Por Um Cabide

Há coisas com as quais não se brinca.
Não se brinca com comida. Não se brinca com a desgraça alheia. Não se brinca com coisas sérias. E não se brinca com o sentido de moda de uma gaja.
Ando fixada numa peça de roupa, que quero muito ter. Quase que arrisco dizer que, a minha felicidade depende dela.
A primeira vez que isto me aconteceu, tinha uns 10 anos e era Natal. Sabia exactamente o que queria: umas calças de bombazine pretas, com um botão redondinho branco. Até hoje, nunca encontrei a dita peça, e acabei por comprar uma saia de bombazine verde.
Já passaram muitos anos, ultrapassei a questão do botão redondinho branco e hoje em dia as minhas necessidades são outras.

Tenho andado de loja em loja e perguntado pela tal peça de roupa e a resposta tem sido sempre:
- "Já tivemos há uns anos, sabe? Mas é que hoje em dia já não se usa.", acompanhado por um encolher de ombros e olhar de compaixão.

A minha pergunta é:
- Será que as lojistas têm pena de já não ter a dita peça à venda?
- Será que as lojistas querem dizer que na lojas delas só há o que está na moda?
- Ou será que me estão a chamar demodée?

Terei direito à compaixão alheia por querer uma peça que não se vende há... sei lá... 2 anos?

Narcisos


E mesmo a propósito do que dizia Jonathan Littell, no último post, está o último trabalho de Délia de Carvalho, exposto nas Cirurgias Urbanas (Miguel Bombarda, Porto) a partir do dia 12 de Janeiro até 28 de Fevereiro.

São figuras ambíguas, inquietas e perdidas que olham para fora do quadro, esperando verem-se no que está lá fora. Não é o que fazemos todos? Para isso estão os iPods!

Reivindico Ano Novo, só em Fevereiro!




Ano Novo Vida Nova.


Chega esta altura e dá-nos para fazer um balanço da nossa vida, por vezes aliado a uma ligeira - ou não tão ligeira - crise existencial, mas a força do novo ano, faz crescer em nós uma esperança cega de que vamos dar uma volta de 180º graus (360º?) à nossa vida.

E então decidimos:
- Deixar de fumar
- Começar uma dieta
- Ir para o ginásio
- Pôr ordem nas nossas finanças
- Sermos mais organizados
- Etc

No dia 1 quando acordamos, chegamos à conclusão que nesse dia vai ser difícil deixar de fumar, porque a ressaca é grande, ainda estamos de férias e se calhar é melhor esperar mais uns dias...


A dieta é impossível, porque ainda há tanta comida das festas... A frustração de continuar a comer desalmadamente causa-nos uma depressão tal, que o melhor é mesmo comer ainda mais, porque afinal, estamos deprimidos.


Quanto às finanças, o Natal arruinou-nos o saldo bancário, a passagem de ano não ajudou e para piorar as coisas Janeiro tem 31 dias e muitas contas para pagar.


Claro que o ginásio está automaticamente de parte, porque andamos tesos.

A organização é impraticável, já que andamos tão stressados pelo acumular de tarefas que as férias causaram, tão mal do estômago pelos excessos, tão frustrados por não termos ainda deixado de fumar e ... tão tesos, que a nossa cabeça está demasiado baralhada para nos organizarmos.


Como se as festas não fossem já por si próprias um stress, ainda nos auto-flagelamos com promessas de "Ano Novo Vida Nova", mesmo sabendo que andamos há anos a fazer promessas que nunca cumprimos, no início do novo ano.


Por este motivo, reivindico que o ano novo seja só de dia 31 de Janeiro para dia 1 de Fevereiro. As coisas estão mais calmas, o mês é curtinho e já andamos com mais disponibilidade para cumprir promessas.

Uma Coisa Que Li


"Quando Deus desaparece, coloca-se-nos um dilema. Os valores devem referir-se a algo, devem vir de algum lugar. Num mundo sem Deus, era difícil implantar um sistema ético e moral. As ideologias vieram fazê-lo, substituí-lo, mas também fracassaram, e é por isso que agora não temos nada. E os iPod não vão construí-lo. Nem a compra e venda ou a publicidade. Esses valores em que vivemos, do consumismo, do ganhar dinheiro, não são nada. A nossa sociedade desliza pela memória que lhe resta de ter feito parte dos bons. Vive dos restos."

Jonathan Littell, in ípsilon 28.12.07


Às vezes não é preciso escrever, basta transcrever...