“I was beginning to understand something about normality. Normality wasn't normal. It couldn't be. If normality were normal, everybody could leave it alone. They could sit back and let normality manifest itself. But people-and especially doctors- had doubts about normality. They weren't sure normality was up the job. And so they felt inclined to give it a boost.”

Jeffrey Eugenides, Middlesex

sobre a morte e o FB


Tenho por hábito, mal acordo, dar a volta ao mundo sem sair do sítio. Ligo o computador e vejo um ou dois jornais, para saber se o mundo lá fora ainda não acabou. Estamos em 2012 e sou cautelosa. Passo por alguns blogues favoritos, para saber como anda a vida e inspiração alheias.  Abro o mail, para confirmar se a meio da noite algum amigo, num ataque de insónia inspirador me mandou algum mail (daqueles que só se mandam depois das três da manhã, em que meia razão deixou de funcionar). E abro – claro – a minha página do facebook.

Nesse dia – que foi há pouco – chegou-me a notícia que "uma rapariga do meu tempo e da minha terra” tinha morrido. Não era minha amiga. Era uma conhecida, com quem as únicas palavras que troquei, nas últimas três décadas, foram “Olá, tudo bem?”. Dela apenas sei: o nome, a idade e onde morava (porque vivia na minha rua). E que sorria muito. Sei quem é a mãe, porque é ruiva como ela. E já está. E agora sei que morreu.

Este post não pretende ser algo profundo e sentido, que questiona o sentido da vida. Esse já o descobri há muito: é evitar a morte. Basta olhar para os bichos. Espero não desiludir quem julgava que era algo mais mágico. Não sou uma pessoa profunda. Aliás, o mais profundo que tenho no meu ser é uma cárie num dente de trás e umas rugas à volta dos olhos, que vão ganhando uma consistência… profunda.

Esta pessoa “do meu tempo” morreu e eu tive pena. E de repente percebi que dezenas de pessoas lhe escreviam mensagens de despedida no seu mural de facebook. Perturbou-me. Pareceu mórbido escreverem na página do facebook de alguém que nunca mais vai ler aquilo, e que as palavras vão ficar ali penduradas, a boiar no ciberespaço.

Agora que mudaram a página do FB para uma coisa que se chama cronologia (que ainda não entendi a 100%), que quase se confunde com necrologia, parece que consigo ver, de mim própria: “Partilhou uma música pimba, pôs um “gosto” em três fotos de animais fofinhos, deixou os parabéns a um amigo, que não vê há 10 anos, e morreu”. O que acontece à nossa página do Facebook quando morremos?

Desliguei o PC e fui tomar café. Arejar e tentar encher a cabeças de futilidades (a morte é fútil?). Não há nada melhor que nos aprimorarmos na arte de tentar afastar a cabeça das coisas que nos perturbam. Devia ser uma cadeira em cursos do ensino superior. Melhor, devia ser um curso do ensino superior.

Fiquei inquieta com aquela gente que escrevia mensagens àquela rapariga morta. Mas depois pensei, que também se escrevem cartões que se colocam em ramos, que se depositam nos cemitérios.  Nunca serão lidos pelo defunto e isso não me faz ir arejar e tentar encher a cabeça de futilidades. Adoro frases feitas - porque me poupam trabalho - por isso digo que para morrer, basta estar vivo (ainda que haja mortos, que ainda não morreram). Mas já não se morre como antes. As mensagens aos mortos já não se escrevem, secretamente num cartão, que possivelmente permanecerá para sempre na gaveta de um familiar. Ou à chuva a desfazer-se. As mensagens são públicas para - até - conhecidos como eu poderem ler e opinar, num blogue que fala de futilidades profundas, como a cárie do meu dente, e permanecerão ativas até o senhor Facebook, um dia decidir encerrar, por falta de uso.

Fiquei com pena da rapariga. Assusta-me a morte, porque gosto da vida. Não acho que devemos viver todos os dias, como se fosse o último. Isso é fácil. Acho que nos devíamos lembrar todos os dias, que um dia morreremos. Acho que ajudaria a tornar-nos mais vivos.

                                                                                                                                                                     para a minha Amiga Carol.

Procuro um guarda-chuva


Estava a chover. Saí de casa com o meu guarda-chuva comprado há vários meses e por estrear. Ainda tinha a etiqueta e tudo. Arranquei-a com os dentes (apesar da minha mãe sempre me ter dito que fazer isso os estraga). O inverno foi seco, mas o verão está chuvoso. Nunca me tinha sentido tão orgulhosa de andar de guarda-chuva em riste. Cheio de flores e rendilhados vermelhos nas bordas. Fechava-se com um lacinho. Parecia um jardim vertical. Se a eu-adolescente-gótico-metaleira-grunger-abadalhocada de há 15 anos me visse com semelhante objeto, benzia-me três vezes.

Pelo caminho entrei na biblioteca e pousei o guarda-chuva. Procurei 2 livros que não encontrei, porque de acordo com a menina “esta biblioteca já não compra livros há 10 anos”. Tive pena, mas se calhar era um sinal da crise. De uma crise qualquer, pelo menos. Não me revoltei. Havia de encontrar algo entre os 17364940487 livros que lá havia. Saí da biblioteca de livro debaixo do braço e satisfeita. Fico sempre contente com um livro novo, há sempre a esperança de uma coisa maravilhosa lá dentro. Como acontece com os rapazes giros. Tão contente que deixei o guarda-chuva para trás. Lembrei-me a tempo e regressei. Estava são e salvo. A caminho parei no café, para beber um descafeinado e enganar o vício. Estive lá pouco tempo, mas o suficiente para deixar, mais uma vez, o guarda-chuva para trás. Lembrei-me dele 2 segundos depois de pôr o pé na rua. Fui à peixaria e a história repetiu-se.

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Pause.
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Recapitulando: pousei-o 3 vezes e das 3 vezes deixei-o para trás. O universo estava a tentar dizer-me alguma coisa. Ignorei e continuei a peregrinação com o guarda-chuva. Às vezes o universo tenta dizer-nos coisas, que optamos ignorar.

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Play.
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Vi-o pela última vez quando o pousei à entrada do supermercado.
Voltei para procurá-lo 2 horas depois de ter de lá saído e, apesar do supermercado ser daqueles pequenosquasefamiliares e do guarda-chuva ser especialmentebonito, todos lá dentro juram que nunca lhe deitaram o olho. E eu voltei para casa a insultar mentalmente todos os que alguma vez conheci e a chutar cãezinhos fofinhos chorar. Acho que foi a relação mais curta que tive com um guarda-chuva. Demasiado atribulada devo dizer. Talvez tenha sido melhor assim.

Nunca na vida tinha comprado um guarda-chuva, apesar de gostar de detalhes. E de chapéus
. Mas nunca sofri de falta deles (dos guarda-chuvas, chapéus nunca são demais). De alguma forma vão me aparecendo na vida: pequenos, grandes, feios e bonitos, com desenhos, lisos, perfeitos e partidos. Não sei de onde vêm, nem sempre sei para onde vão. Como os isqueiros e no processo inverso às meias. As de calçar.

Não há nada que diga mais sobre uma pessoa, do que o que faz às meias “descasadas”, que vão restando na cesta da roupa limpa. É infalível. É a primeira pergunta que faço às pessoas que pressinto que terão um papel importante na minha vida: “Desculpa, o que fazes às meias descasadas que se vão acumulando no cesto da roupa?”.

Eu tenho uma bacia amarela, onde as guardo há anos – para se fazerem companhia umas às outras e não se sentirem tão sozinhas – na esperança que um dia se reencontrem com o par. Às vezes quase tenho vontade de as deitar todas ao lixo, mas não sou capaz. Tenho esperança, que sei lá... regressem.

O que acontece às meias que desaparecem? Fogem? Mudam de vida e transformam-se em outra peça de roupa? Vão para uma quinta cheia de meias? Será que algum dia regressam? Eu acho que se transformam em guarda-chuvas.

(se virem um guarda-chuva por aí com cara de meia, é o meu)




♥ Mia & Mosca ♥

‘In my case, I see design as a way to surprise myself and the people I work for. The desire for change and diversity in my work is largely determined by finding the right balance between function, technique, culture, emotion and personal input. Whether talking about serial or experimental products, I try to create objects as they should be, with or without compromises! This approach gives me a kind of interactive mental kitchen from which to draw on different ingredients and redefine everyday things. There is a certain continuity to the way my career has developed, but design has a broad meaning and that gives my approach a lot of space to play with.’


de Bram Boo (click)


Backstage cupboard



Overdose desk

Inspired by the designer’s own ‘charming’ office mess and previous projects such as the Lazy desk, it is conceived to make order from disorder.

Lazy desk

Overdose chair

Sleepless bed

   
                        de José Caldeira

lauren marsolier





"My work deals with the psychological experience of transition, a particular phase when our parameters of perception change; we suddenly don't perceive ourselves, our environment or our life the way we used to. We undergo what could be called a gestalt change. That transitional phase feels like being in a place we know but can't quite identify. 



Living in a hyperreal world that mutates at an exponential speed, we multiply experiences that propel us into that mental place where the reality we knew is not the one we sense any longer. We repeatedly get that feeling of disorientation, dissonance and false reassurance, as we try to adjust to a post-modern society marked by the implosion of the boundaries between the image and its referent, appearance and reality. We have been introduced to a new stage of abstraction, a dematerialization of the world in which images and signs take on a life of their own and cause a shift in the human notion of the real.




The loss of concrete connections to the objects of our senses creates a void within us, and unleashes a flow of new and elusive perceptions. Giving them the visual characteristics of a landscape is my way to explore them. Echoing our simulated environments, I blend the real and the fabricated, creating photographs made out of shots taken at different times and places, thus composing my images layer upon layer in a process closer to painting than traditional photography."


                                                                  lauren marsolier (click)









“But if these years have taught me anything it is this: you can never run away. Not ever. The only way out is in.” 
 
Junot Díaz,
The Brief Wondrous Life of Oscar Wao



                                                               Bernando Villanueva (click)

Procuro:


composição sobre chapéus


Não consigo resistir a uma montra com chapéus. Não sou muito dada à utilização de acessórios, porque me pesam. Literalmente. Sinto alguns deles - como os brincos, colares e pulseiras -, como um corpo estranho ao dependuro na minha carne. Como um cão ou um gato, quando se lhe coloca uma mola da roupa na orelha. No início incomoda-os muito, eventualmente acabam por se habituar sem deixar, no entanto, de ir lá com a pata de vez em quando. Esta é a minha relação com os acessórios, no geral. Pesam-me.

Os chapéus, apesar de acessórios, são outro mundo. Primeiro porque não são de pendurar, são de “pousar” e só esta ideia torna-os mais confortáveis, suaves e extensivos do limite da cabeça. Se nos pés temos o chão, de onde não podemos passar, na cabeça não temos nada, ou temos tudo o resto. O resto do mundo.


  
Gosto de chapéus no inverno, porque acho que perco calor pela cabeça. Como as janelas que têm frinchas. E servem-me de rolha. Gosto de chapéus no verão, porque o sol aquece-me a moleirinha e os pensamentos e prefiro andar com pensamentos de temperatura média, para não queimar os miolos. Tenho mais dificuldades com os chapéus nas meias estações, porque não tenho frio, nem calor. Mas uso-os na mesma.

Como dizia antes de começar a declarar o meu amor aos chapéus, não consigo resistir a uma montra com chapéus, mesmo que não goste de nenhum deles.


Há dias passei por uma chapelaria que se chama “Atelier Carmen Hernán, e como se uma montra de chapéus não fosse já por si própria intimidante suficiente, ainda tive de tocar à porta para bisbilhotar o que lá havia dentro e experimentar alguns modelos.


Chapéus há muitos, mas poucos os que nos assentam bem por isso é importante, sempre que se vir um chapéu que assenta, não perder a oportunidade de o levar para casa. Dificilmente haverá outra oportunidade igual e passaremos o resto na vida a pensar naquele chapéu, que deixámos ficar na prateleira. “Antes arrepender-me do chapéu que comprei, do que daquele que deixei”, quem dizia isto? Ninguém. Acabei de inventar, mas podem-me citar sempre que vier a propósito.

A porta foi-me aberta por uma mulher baixinha, morena, com um turbante/chapéu, um fato de saia e casaco que podia ser clássico, mas não era, e com os lábios pintados de vermelho. Era a dona da loja. A Carmen. Não era intimidante, como a sua loja de chapéus, e tinha uma voz aguda. Se falasse francês e se chamasse Marie, podia ser uma personagem de um filme do Jeunet, que escondia nas traseiras da loja uma máquina de manivela de fazer sonhos que colocava, à socapa, nos chapéus que vendia.

Como estávamos em Madrid, Carmen seria mais credível como personagem de um dos filmes do Álmodovar, que tinha fantasias sexuais com o Cristiano Ronaldo, em cima de montanhas de chapéus de vários formatos e cores e materiais.




Depois que experimentar o primeiro acessório, percebi que metade da loja era o atelier, onde esta criatura produzia os chapéus. À mostra tinha os materiais, os moldes, as linhas, a máquina e aquela loja ganhou ainda mais encanto. Nunca tinha visto ninguém a fazer chapéus.


O primeiro chapéu que experimentei era bonito e ficava-me bem, mas não o comprei, porque não tinha dinheiro para ele. Não porque fosse caro.

 Apetecia-me ficar a falar com a Carmen, mas tinha um avião à espera que, ironicamente, não esperaria. Disse-lhe que gostava do seu trabalho e pedi-lhe para tirar umas fotografias. Expliquei-lhe que iriam parar ao meu blogue, mas que não se entusiasmasse, porque só era lido por três pessoas (e uma era da minha família). Percebeu isto mal saquei do telemóvel para tirar umas fotos amadoras e falou das maravilhas da tecnologia. Depois arrependi-me do meu comentário, com medo que isso a desiludisse e me expulsasse da loja. Expliquei-lhe que eram poucos os leitores, mas de grande qualidade. Como os chapéus dela.  Pareceu-me que era indiferente à “tiragem” do meu pasquim online.

É autodidata e em 2007 fez o seu primeiro chapéu e descobriu que esse era o seu caminho. A comunicação social interessou-se pelo seu trabalho e fez o resto. Tentei tirar-lhe uma foto. Disse que preferia que fotografasse os seus chapéus. Prometi que lhe enviava um link do meu blogue que tinha um nome um pouco complicado (para um espanhol, mas omiti esta parte)

Vim-me embora a correr com medo de perder o avião e com a cabeça nos chapéus. Lembrei-me que chapéus não há assim tantos, e que se não tivesse nascido com duas mãos esquerdas (sendo eu dextra), me dedicava a fazer chapéus.

os sons dos seus dias


Um amigo abriu um blogue musical, ali ao fundo no edifício blogspot.com, onde diariamente posta os sons dos seus dias. Coincido com ele em 83% dos gostos musicais por isso passo por lá, todos os dias, antes de ir beber café. Às vezes não resisto e roubo coisas.


É fácil dar com o espaço cibernáutico dele. Basta seguir as indicações ------> (click) e no fim da rua vê-se um edifício branco, com post pendurados,alinhadamente.

Esta música tirou-me do sério (click). Se eu fosse uma música, seria esta.


“Os locutores da Rádio Pirenaica garantiam que o regime franquista estava nas últimas. Os folhetos que lia tão misteriosamente Ramón Tovar garantiam que o imperialismo e o fascismo eram tigres de papel. Nem ele arranjava trabalho, nem eu tinha perspectivas de vir a ser jornalista. No fundo, tínhamos a nossa terra, onde ao menos nunca nos faltaria um prato quente e um bom braseiro de azinho para nos proteger do frio, mas nenhum dos dois podia suportar a indignidade de ser o primeiro a confessá-lo. Eu escrevia quase diariamente àquela que é hoje minha mulher. Algumas dessas cartas ainda andam pelas gavetas da nossa casa e, quando me atrevo a lê-las, dá-me um acesso insuportável de vergonha, de piedade e de ridículo. Tendemos instintivamente a favorecer-nos nos retratos do passado traçados pela memória. Depois descobrimos numa carta de há vinte anos o que pensávamos e sentíamos de facto então e vemo-nos como éramos, não ingénuos, mas simplistas, fanáticos em vez de apaixonados e rebeldes, pretensiosos, ignorantes, bastante idiotas, mas sobretudo distantes, tão inacessíveis nessa distância como a fotografia de um desconhecido, usando palavras que hoje juraríamos nunca ter dito nem escrito.”

O Dono do Segredo, de Antonio Muñoz Molina

B de











Ainda ontem estava aqui a fazer um scroll ao meu pasquim cibernáutico e tinha decidido, a pés juntos, não voltar a falar das ditas cujas (começa com B e acaba em cleta). Pelo menos, até tirar a minha própria de casa e dar uma pedaladelas por esse mundo real fora. Porque é para isso que elas servem e não apenas para as apreciar na net.


Estava a decisão tomada - respetivas promessas feitas e velinhas acesas -, quando uma criaturinha que recém adquiriu uma - e ainda está naquela fase em que são só rosas, em que vive a pensar que vai sair com ela todos os dias, até que a morte as separe e que não sabe que acabará a cobiçar ditas cujas alheias na net - me mostrou isto (click). Emocionada. Achei irresistível pastilhar partilhar, para quem possa interessar e estiver pela capital (a política).


A marca chama-se BASHÔ Cycling Club e sobre si diz:

"É uma oficina artesanal que constrói bagagem para bicicletas.

Descrição


A nossa missão é aumentar o conforto e a eficiência da bicicleta como meio de transporte diário ou em viagens. Inspirámo-nos no espírito dos diários de viagem do poeta japonês; ver, ouvir e sentir os sinais do caminho são a essência da viagem. Em nosso entender a bicicleta é o meio de transporte que melhor serve a arte de viajar, permite saborear com prazer o caminho.

O primeiro acessório que construímos é o útil saco para ferramentas.
Inspirado nos tradicionais tool rolls, pensamos que deve ser um indispensável companheiro para qualquer deslocação. Estojo em tecido com oito compartimentos para as ferramentas básicas, câmara-de-ar e uma pequena bomba de ar. Pode ser preso á parte inferior do selim, ao quadro ou simplesmente transporta-la no interior de uma mala. 


Yé-Yé


Convite aos internautas: 

O coletivo Ó da casa vai promover, em Guimarães, um evento dedicado à música e, em especial, ao Rock e à contracultura dos anos 50, 60 e 70. Este evento decorrerá ao longo do sábado de 5 de maio de 2012, e será uma celebração desse período em Portugal através da música, envolvendo a comunidade e a multidisciplinaridade artística. Haverá cinema, teatro e animação do comércio, bem como um concerto musical, terminando com uma festa ao som do Yé Yé. O programa definitivo sairá brevemente.(click).