Oh yeh, Firmina YéYé!

Na adolescência tinha uma bicicleta. Mas não era uma bicicleta qualquer, era a minha Firmina YéYé, uma pasteleira enferrujada e velha. A grande vantagem da Firmina é que podia ir com ela para todos os lados e deixá-la em qualquer sítio sem cadeado, porque ninguém a roubava. Ninguém percebia a beleza interior daquela bicha, mas quem a conhecia até a tratava pelo nome próprio e perguntava por ela, quando ela passava muito tempo sem dar as caras, ou melhor, as rodas.

A única experiência paranormal que tive na vida foi com a minha YéYé. Corria o ano de 1997 e a bicicleta desapareceu da garagem do meu prédio. Os primeiros momentos foram de choque e pânico. Pela primeira vez tinham-me roubado a bicicleta e ainda por cima da garagem.

Relaxei, concentrei-me e tentei entrar na mente da Firmina, e tive um feeling sobre onde ela estaria. Fui imediatamente ao local e lá estava ela, abandonada no chão, com o joelho a sangrar, ao pé da capela de Santa Catarina.

Há dias vendo o belo trabalho fotográfico de um colega, Rogério Martins, vi um álbum que se chamava “Pasteleiras” e deu-me logo para a nostalgia. Quem conheceu a Firmina percebe.








A Bela e o Sebastião...

...em loop!

Exposição Preto e Branco



Até 5 de Outubro, no S. Mamede. Guimarães.

Janelas Indiscretas






Todos nos intrigamos ante las sombras detrás de una ventana. Cuando nos asomamos por la noche a las ciudades y vemos tantas luces encendidas en tantos edificios, es imposible no pensar en que historias estarán sucediendo detrás de cada una de ellas. Se encienden, se apagan, dejando tras de sí un rastro de misterio. Las fachadas de los edificios que presenta Anna Malagrida son como redes geométricas en las que cada ventana, iluminada o no, tienen una gran capacidad narrativa que nos invita a participar activamente en la obra. El juego entre interior y exterior está permanentemente en estas imágenes que son como casas de muñecas donde habitan unos pequeños seres que son reales y a cuyas vidas nos asomamos en breves e indescifrables intervalos.

La oscuridad de los retratos de interiores es también sugerente, llenos de ensoñaciones literarias. Al igual que esos paisajes de las periferias urbanas, los alrededores de los grandes centros urbanos, donde la ciudad se deshace en callejuelas sin asfaltar, donde el espacio se abre para que la naturaleza llene los intersticios de los huecos del urbanismo. En esas zonas mal iluminadas la luz que sale de un coche abierto, aislado, solitario nos sobresalta, y nos llena de inquietud esa mujer solitaria que camina al anochecer por un lugar que ni es campo ni es ciudad, en una oscuridad misteriosa en la que sabemos que acechan mil presagios de desasosiego. La ciudad, al fondo, sigue siendo el inevitable testigo, el fondo de una escena sin resolver, que crece en nuestra imaginación y que nos hace ver, pensar, mucho más allá de lo que realmente estamos viendo. (...)


Banda Sonora

Descobri recentemente um cantautor nacional que é uma maravilha: belas músicas, letras ainda melhores. Chama-se B Fachada.
Óptimo para a falta de inspiração.

Gracias Jesus.

Blog de Jogos

Se há uma coisa nesta vida que eu amo de paixão são os videojogos. Aprendi a jogar antes de aprender a falar e andar e, modéstia à parte, jogo muito bem seja qual for o jogo, o género ou a plataforma. Com um comando na mão ninguém me pára!

Hoje descobri o blog dos bastidores do meu programa de videojogos favorito e está o máximo!
Isto sim é um blog!

Carro


Comprei um carro.

Tudo Incluído



Há 12 anos fiz a minha primeira viagem ao estrangeiro por conta própria e o destino foi Londres. E por mais que queira parecer “cool” e dizer que foi por gostar muito de música, de moda ou dos museus que por lá havia, a verdade é que este foi o país seleccionado porque era o único acessível ao meu bolso: cerca de 25 contos. Por minha vontade teria ido para a República Dominicana, em regime “Tudo Incluído”. Há uma década, e pelo que me lembro, qualquer outro trajecto que tivesse que ser feito de avião custava bastante mais.


Entretanto os tempos mudaram e as Low Cost tornaram tudo muito mais fácil. Andar de avião – nestas companhias -, hoje em dia, tem os mesmos requintes que a viagem que eu fazia de 15 em 15 dias, do Porto para a Covilhã, em estradas aparadas pelo abismo, com a diferença que as aterragens eram bem mais suaves então, e não tinha umas criaturas (leia-se Hospedeir@s) a tentar impingir-me raspadinhas, produtos de beleza e sanduíches ranhosas (a preço de caviar) aos berros.


Por razões laborais tenho de viajar com frequência de avião, e por questões orçamentais faço-o sempre em Low Cost.


Há tempos consegui um voo mais barato na TAP que nas Low Cost, e até eu fiquei surpreendida com a satisfação que senti por ir viajar, ainda que só durante uma hora, com o conforto devido. Acho que teria tido a mesma satisfação há 10 anos se me tivessem espetado numa carroça com asas para ir até à Austrália.


Mudam-se os tempos…

Alice no País do Tim Burton


"Alice no País das Maravilhas" de Tim Burton estreia já dia 4 de Março e é um filme que está a criar bastantes expectativas aos fãs do realizador e da história de Lewis Carroll. Se for tão bom como parece, vai ser uma delícia.


Eis algumas curiosidades:


- O escritório de Tim Burton em Londres foi propriedade de Arthur Rackham, um famoso
ilustrador de livros inglês que criou os símbolos icónicos para a edição de 1907 de
"As Aventuras de Alice no País das Maravilhas".



- Lewis Carroll é o pseudónimo de Reverendo Charles Lutwidge Dodgson, um conferencista
de Matemática na Christchurch University em Oxford, Inglaterra.



- Underland é o fantástico local que Alice visitou em criança mas - de acordo com a
argumentista Linda Woolverton - Alice ouviu mal "Underland" e percebeu "Wonderland".
Linda esclarece que Underland é uma parte do planeta Terra, escondido algures longe
do nosso mundo. É um local que passa tempos difíceis desde que a Rainha Vermelha se
apoderou do trono, mas é um país verdadeiramente maravilhoso (wonderland), o que
pode explicar o porquê de quem se enganou no nome ter sido chamado para ajudar a
fazer regressar o filme à glória.



- "ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS" terá dois álbuns: a banda sonora composta por Danny
Elfman e "Almost Alice", um álbum de 16 músicas que junta a música final do filme
"Alice", escrita e composta por Avril Lavigne, com músicas de artistas inspirados
pelo filme, incluindo All American Rejects, 3OH!3, Robert Smith dos The Cure, Franz
Ferdinand e Shinedown. O título do álbum "Almost Alice," vem da ideia que passa por
todo o filme. Todos em Underland têm estado à espera do regresso de Alice desde a
sua primeira visita em criança, mas quando ela regressa, ninguém - incluindo a
própria Alice - acredita que ela seja a verdadeira Alice, a confiante e enérgica
Alice que eles conheceram. E por isso, a sábia lagarta diz-lhe que ela é quase Alice
(Almost Alice).