Todos nos intrigamos ante las sombras detrás de una ventana. Cuando nos asomamos por la noche a las ciudades y vemos tantas luces encendidas en tantos edificios, es imposible no pensar en que historias estarán sucediendo detrás de cada una de ellas. Se encienden, se apagan, dejando tras de sí un rastro de misterio. Las fachadas de los edificios que presenta Anna Malagrida son como redes geométricas en las que cada ventana, iluminada o no, tienen una gran capacidad narrativa que nos invita a participar activamente en la obra. El juego entre interior y exterior está permanentemente en estas imágenes que son como casas de muñecas donde habitan unos pequeños seres que son reales y a cuyas vidas nos asomamos en breves e indescifrables intervalos.
La oscuridad de los retratos de interiores es también sugerente, llenos de ensoñaciones literarias. Al igual que esos paisajes de las periferias urbanas, los alrededores de los grandes centros urbanos, donde la ciudad se deshace en callejuelas sin asfaltar, donde el espacio se abre para que la naturaleza llene los intersticios de los huecos del urbanismo. En esas zonas mal iluminadas la luz que sale de un coche abierto, aislado, solitario nos sobresalta, y nos llena de inquietud esa mujer solitaria que camina al anochecer por un lugar que ni es campo ni es ciudad, en una oscuridad misteriosa en la que sabemos que acechan mil presagios de desasosiego. La ciudad, al fondo, sigue siendo el inevitable testigo, el fondo de una escena sin resolver, que crece en nuestra imaginación y que nos hace ver, pensar, mucho más allá de lo que realmente estamos viendo. (...)
E por falar em ícones dos anos 90...
Ontem durante um zapping descobri que o "spin-off" da antiga série já está em emissão na Fox Life.
Algumas personagens de há 15 anos, a mesma cidade, o mesmo liceu, as mesmas temáticas e até o mesmo cafezinho o "Peach Pit".
É assim mesmo: equipa que ganha, não se mexe!
Com a Expo 2010 Xangai à porta, vão surgindo trabalhos de artistas chineses, que nos dão uma visão panorâmica da criação contemporânea do que se faz neste país.
As fotografias acima são do artista Li Wei. A sua obra perturba e inquieta, não só pelas situações e cenários que cria, como também pela técnica utilizada.
Esmiuçar tecnicamente seu trabalho, para quem não o conhece, é quase como contar o fim de um filme antes de se entrar numa sala de cinema. Ao sermos, de repente, surpreendidos pelos seus auto-retratos corremos o risco de perder horas a olhar para cada uma das suas fotos para tentar descobrir – num exercício ligeiramente sádico - onde a manipulação digital o delata e destapa o embuste.
Mas este é um daqueles casos em que a realidade supera a ficção. O que vemos está mesmo lá, de acordo com o artista. Com recurso a espelhos, cabos, andaimes, performance e muita acrobacia Wei cria situações impossíveis, bizarras ou até oníricas.
Dizer que Li Wei é fotógrafo é injusto. Ele é um ilusionista, um encenador, um poeta, um malabarista, um performer, que imortaliza um momento do seu trabalho num fotograma.
É irresistível dizer que é de deixar os olhos em bico!