Blog de Jogos

Se há uma coisa nesta vida que eu amo de paixão são os videojogos. Aprendi a jogar antes de aprender a falar e andar e, modéstia à parte, jogo muito bem seja qual for o jogo, o género ou a plataforma. Com um comando na mão ninguém me pára!

Hoje descobri o blog dos bastidores do meu programa de videojogos favorito e está o máximo!
Isto sim é um blog!

Carro


Comprei um carro.

Tudo Incluído



Há 12 anos fiz a minha primeira viagem ao estrangeiro por conta própria e o destino foi Londres. E por mais que queira parecer “cool” e dizer que foi por gostar muito de música, de moda ou dos museus que por lá havia, a verdade é que este foi o país seleccionado porque era o único acessível ao meu bolso: cerca de 25 contos. Por minha vontade teria ido para a República Dominicana, em regime “Tudo Incluído”. Há uma década, e pelo que me lembro, qualquer outro trajecto que tivesse que ser feito de avião custava bastante mais.


Entretanto os tempos mudaram e as Low Cost tornaram tudo muito mais fácil. Andar de avião – nestas companhias -, hoje em dia, tem os mesmos requintes que a viagem que eu fazia de 15 em 15 dias, do Porto para a Covilhã, em estradas aparadas pelo abismo, com a diferença que as aterragens eram bem mais suaves então, e não tinha umas criaturas (leia-se Hospedeir@s) a tentar impingir-me raspadinhas, produtos de beleza e sanduíches ranhosas (a preço de caviar) aos berros.


Por razões laborais tenho de viajar com frequência de avião, e por questões orçamentais faço-o sempre em Low Cost.


Há tempos consegui um voo mais barato na TAP que nas Low Cost, e até eu fiquei surpreendida com a satisfação que senti por ir viajar, ainda que só durante uma hora, com o conforto devido. Acho que teria tido a mesma satisfação há 10 anos se me tivessem espetado numa carroça com asas para ir até à Austrália.


Mudam-se os tempos…

Alice no País do Tim Burton


"Alice no País das Maravilhas" de Tim Burton estreia já dia 4 de Março e é um filme que está a criar bastantes expectativas aos fãs do realizador e da história de Lewis Carroll. Se for tão bom como parece, vai ser uma delícia.


Eis algumas curiosidades:


- O escritório de Tim Burton em Londres foi propriedade de Arthur Rackham, um famoso
ilustrador de livros inglês que criou os símbolos icónicos para a edição de 1907 de
"As Aventuras de Alice no País das Maravilhas".



- Lewis Carroll é o pseudónimo de Reverendo Charles Lutwidge Dodgson, um conferencista
de Matemática na Christchurch University em Oxford, Inglaterra.



- Underland é o fantástico local que Alice visitou em criança mas - de acordo com a
argumentista Linda Woolverton - Alice ouviu mal "Underland" e percebeu "Wonderland".
Linda esclarece que Underland é uma parte do planeta Terra, escondido algures longe
do nosso mundo. É um local que passa tempos difíceis desde que a Rainha Vermelha se
apoderou do trono, mas é um país verdadeiramente maravilhoso (wonderland), o que
pode explicar o porquê de quem se enganou no nome ter sido chamado para ajudar a
fazer regressar o filme à glória.



- "ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS" terá dois álbuns: a banda sonora composta por Danny
Elfman e "Almost Alice", um álbum de 16 músicas que junta a música final do filme
"Alice", escrita e composta por Avril Lavigne, com músicas de artistas inspirados
pelo filme, incluindo All American Rejects, 3OH!3, Robert Smith dos The Cure, Franz
Ferdinand e Shinedown. O título do álbum "Almost Alice," vem da ideia que passa por
todo o filme. Todos em Underland têm estado à espera do regresso de Alice desde a
sua primeira visita em criança, mas quando ela regressa, ninguém - incluindo a
própria Alice - acredita que ela seja a verdadeira Alice, a confiante e enérgica
Alice que eles conheceram. E por isso, a sábia lagarta diz-lhe que ela é quase Alice
(Almost Alice).

90210 is Back!



E por falar em ícones dos anos 90...


Ontem durante um zapping descobri que o "spin-off" da antiga série já está em emissão na Fox Life.

Algumas personagens de há 15 anos, a mesma cidade, o mesmo liceu, as mesmas temáticas e até o mesmo cafezinho o "Peach Pit".

É assim mesmo: equipa que ganha, não se mexe!




Sim, O Tamanho Conta





Independentemente da raça, credo, classe social, estilo, grau de beleza ou inteligência, há algo no início dos anos 90 que uniu toda a minha geração, pelo menos em Portugal. O seu tamanho e a sua perfeição tornava-nos a rainha da escola e a nossa falta de técnica para a realizar, diariamente, era uma frustração que terá causado a muitas de nós, ainda hoje, mazelas psicológicas.


O dia em que a executávamos na perfeição era um dia vitorioso. Nos dias em que isso não acontecia, qualquer desgraça parecia insignificante perante semelhante falhanço. Dela resultava o nosso êxito com o sexo oposto e junto às nossas semelhantes.


O seu tamanho era fundamental e dele dependia não só a habilidade, como a qualidade dos materiais envolvidos na tarefa. Falo da Poupa ou Pala (ou o nome que lhe queiram dar) que, muitas vezes, vinha acompanhada de um ligeiro frisado ou permanente.
(Muitas gente a esta altura estará a recordar o desgosto que sentiu, quando saiu do cabeleireiro de permanente, qual caniche electrocutado.)


“No meu tempo” a rainha da Poupa era a Susana, uma das raparigas mais bonitas da altura. Hoje em dia pergunto-me se não seria apenas bonita pelos infinitos centímetros, que esse aglomerado de cabelo negro atingia, em cima daquela cabeça, numa graciosa e rija curvatura. Sabíamos que fizesse chuva, sol, vento ou granizo nada poderia destruir aquele perfeito arco romano. Não havia nada mais patético que uma Poupa murcha.


Com o tempo fui aprimorando a técnica, até conseguir algo medianamente digno. Sei que nunca fui uma Alfa da Poupa, mas sobrevivi.


Passaram quase 20 anos e neste tempo já vi regressar à moda muita coisa: os enchumaços nos blazers e camisas, os leggings, a calça à boca-de-sino, o rosa choque, os folhos, as cornucópias... mas nunca mais vi ninguém com uma Poupa como as de antigamente.


No meu tempo é que era.


E hoje em dia, quando tenho uma festa, ou um compromisso importante, e passo horas a tentar escolher que roupa usar, que sapatos combinar ou que sombra colocar nos olhos, depois de alguns minutos de histerismo sei que, independentemente da minha escolha, daqui 20 anos estarei igualmente ridícula.


No próximo número: as bandoletes.



( For you Catote, The Queen of Poupa Rente)

Leave Boy



No dia 12 de Fevereiro inaugura a Ilustrarte, no Museu da Electricidade, em Lisboa.


O Phillippe foi um dos seleccionado entre milhares de artistas.



Este é um dos seus últimos trabalhos.


Li Wei e o Impossível




Com a Expo 2010 Xangai à porta, vão surgindo trabalhos de artistas chineses, que nos dão uma visão panorâmica da criação contemporânea do que se faz neste país.

As fotografias acima são do artista Li Wei. A sua obra perturba e inquieta, não só pelas situações e cenários que cria, como também pela técnica utilizada.

Esmiuçar tecnicamente seu trabalho, para quem não o conhece, é quase como contar o fim de um filme antes de se entrar numa sala de cinema. Ao sermos, de repente, surpreendidos pelos seus auto-retratos corremos o risco de perder horas a olhar para cada uma das suas fotos para tentar descobrir – num exercício ligeiramente sádico - onde a manipulação digital o delata e destapa o embuste.

Mas este é um daqueles casos em que a realidade supera a ficção. O que vemos está mesmo lá, de acordo com o artista. Com recurso a espelhos, cabos, andaimes, performance e muita acrobacia Wei cria situações impossíveis, bizarras ou até oníricas.

Dizer que Li Wei é fotógrafo é injusto. Ele é um ilusionista, um encenador, um poeta, um malabarista, um performer, que imortaliza um momento do seu trabalho num fotograma.

É irresistível dizer que é de deixar os olhos em bico!

99 cêntimos por uma caixa de Pandora



Há dias descobri que esta é a fotografia mais cara de todos os tempos. Pertence ao fotógrafo Andreas Gursky, chama-se “99 cent” e foi comprada por cerca de € 1,7 milhões.

Gursky fotografa, numa espécie de "voyeurismo", cenários humanos anónimos onde cada pedacinho pode conter - dependendo de quem a vir - uma história interminável.

As suas fotos são uma espécie de mosaico de momentos individuais, que nos leva a uma descoberta constante.


Cenário: Los Angeles, CA, USA.

Situação: Depois de muitas horas sem comer, após um dia duro de trabalho.

Depois de longos minutos a analisar o menu do restaurante, onde algumas das palavras me eram desconhecidas (todos achamos que temos um bom inglês até termos que dizer Rúcula, Berinjela ou Couve Coração), resolvi pedir o mais simples e clássico que pode existir (pelo menos no meu imaginário) no Estados Unidos: um hamburguer. Para gáudio do colesterol...

- Já sabem o que querem comer? – pergunta o empregado depois de já ter passado várias vezes pela nossa mesa. A mesa dos indecisos.

- Eu já. –Disse-lhe eu. – Queria um hamburguer especial da casa. – Em Roma, sê romano.

- Ok, um hamburguer para a menina! Grande ou normal?

- Normal.

-Bem passado, médio ou mal passado?

- Bem passado.

- Com pão normal, de centeio ou mistura de cereais?

- Centeio.

- Quer que parta o hamburguer a meio ou que venha inteiro?

- A meio.

- A acompanhar quer batatas fritas, batatas fritas crispy ou batatas fritas com sabor a cebola?

- Batatas fritas.

- Quer ovo frito ou cozido?

- Frito.

- Bem passado ou mal passado?

- Bem passado.

- Que tipo de molho quer no hamburguer: maionese, mostarda, ou o nosso especial?

- Nenhum, sem molho.

- Sem molho? – Pergunta o empregado admirado, como se lhe dissesse que queria uma omelete de frango, sem frango.

- E a acompanhar tudo isto, quer alface ou rúcula?

- Rúcula.

- E no hamburguer quer queijo parmesão, cheddar ou mozarella?

- Não obrigada. Não quero queijo, sou alérgica ao queijo!

- Ah, mas este hamburguer especial da casa tem SEMPRE queijo. Se quiser sem queijo terá que pedir o Hamburguer clássico, é ligeiramente diferente, mas também muito bom.

- Então queria o Clássico...

- Ok, um hamburguer clássico para a menina! De frango ou de vaca?

- Deixe lá. Traga-me um copo de água.

- Com gelo ou sem gelo?

Show Me The Money


Poucos dias nos EUA são suficientes para perceber que, nesta terra, o dinheiro compra tudo.
O objectivo é vender, vende-se de tudo e tudo é vendível, e todos os espaços e timmings são pensados ao milímetro...

Sou fã dos programas de televendas e por isso, à noite, consumia uma grande quantidade de produtos "mágicos" acessíveis para qualquer bolso.
Que produto parece totalmente improvável de aparecer num programa destes?
O mais absurdo?
...
Balas.
Se tivesse pistola comprava algumas.


Num centro comercial, enquanto procurava uma "vending machine" para comprar água dei de caras com uma destas máquinas de meter moedinha, mas que vendia iPods, pen's, cabos... you name it.


No "duty free" do avião vendiam uma coisa que me ficou no goto: um aparelho que emite umas vibrações - ou algo que o valha - que faz com que os cães (do vizinho) não ladrem.


Devia ter comprado alguma coisa para o "jetlag"!!

Prenda de Natal


O belo trabalho do Phillippe.
Dois "L's" e dois "P's"

California Working



...5 anos depois!


A primeira vez que ouvi alguém cantar bem "ao vivo" arrepiou-me quase até às lágrimas.


Já lá vão muitos anos e foi uma colega, cujo nome ou outras características já não me recordo, mas lembro-me que a meio da noite, numa praia, abriu a goela e desatou numas cantorias sentidas que me deixaram cheia de inveja. Como é possível haver gente que faça "aquilo" com a voz?


Nestes anos todos já fui a muitos concertos e já ouvi muita música, mas com o Jay Jay voltei a ter a mesma sensação. Talvez pela escassez de instrumentos a voz do sueco tenha ganho um maior protagonismo, e lá voltei a sentir aquele arrepiozinho que me deixa com pele de galinha e lágrima no canto do olho.


Não foi um mega concerto. Não foi um espectáculo como manda o figurino. Diria até que lhe faltou alguma "originalidade" na performance, mas o senhor sabe cantar. Foi como ouvir o CD, em directo.


O ambiente foi estragado pela meia dúzia de anormais que resolveram "bater palminhas" para acompanhar o ritmo! Uma verdadeira heresia neste caso.