90210 is Back!



E por falar em ícones dos anos 90...


Ontem durante um zapping descobri que o "spin-off" da antiga série já está em emissão na Fox Life.

Algumas personagens de há 15 anos, a mesma cidade, o mesmo liceu, as mesmas temáticas e até o mesmo cafezinho o "Peach Pit".

É assim mesmo: equipa que ganha, não se mexe!




Sim, O Tamanho Conta





Independentemente da raça, credo, classe social, estilo, grau de beleza ou inteligência, há algo no início dos anos 90 que uniu toda a minha geração, pelo menos em Portugal. O seu tamanho e a sua perfeição tornava-nos a rainha da escola e a nossa falta de técnica para a realizar, diariamente, era uma frustração que terá causado a muitas de nós, ainda hoje, mazelas psicológicas.


O dia em que a executávamos na perfeição era um dia vitorioso. Nos dias em que isso não acontecia, qualquer desgraça parecia insignificante perante semelhante falhanço. Dela resultava o nosso êxito com o sexo oposto e junto às nossas semelhantes.


O seu tamanho era fundamental e dele dependia não só a habilidade, como a qualidade dos materiais envolvidos na tarefa. Falo da Poupa ou Pala (ou o nome que lhe queiram dar) que, muitas vezes, vinha acompanhada de um ligeiro frisado ou permanente.
(Muitas gente a esta altura estará a recordar o desgosto que sentiu, quando saiu do cabeleireiro de permanente, qual caniche electrocutado.)


“No meu tempo” a rainha da Poupa era a Susana, uma das raparigas mais bonitas da altura. Hoje em dia pergunto-me se não seria apenas bonita pelos infinitos centímetros, que esse aglomerado de cabelo negro atingia, em cima daquela cabeça, numa graciosa e rija curvatura. Sabíamos que fizesse chuva, sol, vento ou granizo nada poderia destruir aquele perfeito arco romano. Não havia nada mais patético que uma Poupa murcha.


Com o tempo fui aprimorando a técnica, até conseguir algo medianamente digno. Sei que nunca fui uma Alfa da Poupa, mas sobrevivi.


Passaram quase 20 anos e neste tempo já vi regressar à moda muita coisa: os enchumaços nos blazers e camisas, os leggings, a calça à boca-de-sino, o rosa choque, os folhos, as cornucópias... mas nunca mais vi ninguém com uma Poupa como as de antigamente.


No meu tempo é que era.


E hoje em dia, quando tenho uma festa, ou um compromisso importante, e passo horas a tentar escolher que roupa usar, que sapatos combinar ou que sombra colocar nos olhos, depois de alguns minutos de histerismo sei que, independentemente da minha escolha, daqui 20 anos estarei igualmente ridícula.


No próximo número: as bandoletes.



( For you Catote, The Queen of Poupa Rente)

Leave Boy



No dia 12 de Fevereiro inaugura a Ilustrarte, no Museu da Electricidade, em Lisboa.


O Phillippe foi um dos seleccionado entre milhares de artistas.



Este é um dos seus últimos trabalhos.


Li Wei e o Impossível




Com a Expo 2010 Xangai à porta, vão surgindo trabalhos de artistas chineses, que nos dão uma visão panorâmica da criação contemporânea do que se faz neste país.

As fotografias acima são do artista Li Wei. A sua obra perturba e inquieta, não só pelas situações e cenários que cria, como também pela técnica utilizada.

Esmiuçar tecnicamente seu trabalho, para quem não o conhece, é quase como contar o fim de um filme antes de se entrar numa sala de cinema. Ao sermos, de repente, surpreendidos pelos seus auto-retratos corremos o risco de perder horas a olhar para cada uma das suas fotos para tentar descobrir – num exercício ligeiramente sádico - onde a manipulação digital o delata e destapa o embuste.

Mas este é um daqueles casos em que a realidade supera a ficção. O que vemos está mesmo lá, de acordo com o artista. Com recurso a espelhos, cabos, andaimes, performance e muita acrobacia Wei cria situações impossíveis, bizarras ou até oníricas.

Dizer que Li Wei é fotógrafo é injusto. Ele é um ilusionista, um encenador, um poeta, um malabarista, um performer, que imortaliza um momento do seu trabalho num fotograma.

É irresistível dizer que é de deixar os olhos em bico!

99 cêntimos por uma caixa de Pandora



Há dias descobri que esta é a fotografia mais cara de todos os tempos. Pertence ao fotógrafo Andreas Gursky, chama-se “99 cent” e foi comprada por cerca de € 1,7 milhões.

Gursky fotografa, numa espécie de "voyeurismo", cenários humanos anónimos onde cada pedacinho pode conter - dependendo de quem a vir - uma história interminável.

As suas fotos são uma espécie de mosaico de momentos individuais, que nos leva a uma descoberta constante.


Cenário: Los Angeles, CA, USA.

Situação: Depois de muitas horas sem comer, após um dia duro de trabalho.

Depois de longos minutos a analisar o menu do restaurante, onde algumas das palavras me eram desconhecidas (todos achamos que temos um bom inglês até termos que dizer Rúcula, Berinjela ou Couve Coração), resolvi pedir o mais simples e clássico que pode existir (pelo menos no meu imaginário) no Estados Unidos: um hamburguer. Para gáudio do colesterol...

- Já sabem o que querem comer? – pergunta o empregado depois de já ter passado várias vezes pela nossa mesa. A mesa dos indecisos.

- Eu já. –Disse-lhe eu. – Queria um hamburguer especial da casa. – Em Roma, sê romano.

- Ok, um hamburguer para a menina! Grande ou normal?

- Normal.

-Bem passado, médio ou mal passado?

- Bem passado.

- Com pão normal, de centeio ou mistura de cereais?

- Centeio.

- Quer que parta o hamburguer a meio ou que venha inteiro?

- A meio.

- A acompanhar quer batatas fritas, batatas fritas crispy ou batatas fritas com sabor a cebola?

- Batatas fritas.

- Quer ovo frito ou cozido?

- Frito.

- Bem passado ou mal passado?

- Bem passado.

- Que tipo de molho quer no hamburguer: maionese, mostarda, ou o nosso especial?

- Nenhum, sem molho.

- Sem molho? – Pergunta o empregado admirado, como se lhe dissesse que queria uma omelete de frango, sem frango.

- E a acompanhar tudo isto, quer alface ou rúcula?

- Rúcula.

- E no hamburguer quer queijo parmesão, cheddar ou mozarella?

- Não obrigada. Não quero queijo, sou alérgica ao queijo!

- Ah, mas este hamburguer especial da casa tem SEMPRE queijo. Se quiser sem queijo terá que pedir o Hamburguer clássico, é ligeiramente diferente, mas também muito bom.

- Então queria o Clássico...

- Ok, um hamburguer clássico para a menina! De frango ou de vaca?

- Deixe lá. Traga-me um copo de água.

- Com gelo ou sem gelo?

Show Me The Money


Poucos dias nos EUA são suficientes para perceber que, nesta terra, o dinheiro compra tudo.
O objectivo é vender, vende-se de tudo e tudo é vendível, e todos os espaços e timmings são pensados ao milímetro...

Sou fã dos programas de televendas e por isso, à noite, consumia uma grande quantidade de produtos "mágicos" acessíveis para qualquer bolso.
Que produto parece totalmente improvável de aparecer num programa destes?
O mais absurdo?
...
Balas.
Se tivesse pistola comprava algumas.


Num centro comercial, enquanto procurava uma "vending machine" para comprar água dei de caras com uma destas máquinas de meter moedinha, mas que vendia iPods, pen's, cabos... you name it.


No "duty free" do avião vendiam uma coisa que me ficou no goto: um aparelho que emite umas vibrações - ou algo que o valha - que faz com que os cães (do vizinho) não ladrem.


Devia ter comprado alguma coisa para o "jetlag"!!

Prenda de Natal


O belo trabalho do Phillippe.
Dois "L's" e dois "P's"

California Working



...5 anos depois!


A primeira vez que ouvi alguém cantar bem "ao vivo" arrepiou-me quase até às lágrimas.


Já lá vão muitos anos e foi uma colega, cujo nome ou outras características já não me recordo, mas lembro-me que a meio da noite, numa praia, abriu a goela e desatou numas cantorias sentidas que me deixaram cheia de inveja. Como é possível haver gente que faça "aquilo" com a voz?


Nestes anos todos já fui a muitos concertos e já ouvi muita música, mas com o Jay Jay voltei a ter a mesma sensação. Talvez pela escassez de instrumentos a voz do sueco tenha ganho um maior protagonismo, e lá voltei a sentir aquele arrepiozinho que me deixa com pele de galinha e lágrima no canto do olho.


Não foi um mega concerto. Não foi um espectáculo como manda o figurino. Diria até que lhe faltou alguma "originalidade" na performance, mas o senhor sabe cantar. Foi como ouvir o CD, em directo.


O ambiente foi estragado pela meia dúzia de anormais que resolveram "bater palminhas" para acompanhar o ritmo! Uma verdadeira heresia neste caso.

Ctrl+Alt+Del

Quem é que nunca guardou um caderno no frigorífico ou um gelado numa gaveta?


Com isto de passar (pelo menos) 1/3 do meu dia ligada à rede, às vezes, distraidamente, desempenho pequenos gestos quotidianos em modo tecnológico.


Há dias, enquanto fazia uma compra na Internet e cheguei ao campo "Introduza os Dados do Cartão", dei por mim à procura de uma ranhura no PC para introduzir o cartão multibanco. Ainda estive uns bons 10'' absorta na busca...

Reis da Conveniência

Teoria do Big Bang



Desde a estreia de séries como CSI, 24, Lost (and so on) a televisão nunca mais foi a mesma. Há séries para todos os gostos e feitios, que se estendem ao longo de várias temporadas e mantêm os fãs agarrados, que religiosamente fazem os seus downloads meses antes da estreia no país.

Conheço pessoas que seguem 14 séries! Não fosse quem se confessa gente de bem, séria e de palavra duvidava seriamente que tal proeza fosse possível.

Tenho andado a saltitar de série em série e admito que nunca fiquei viciada em nenhuma delas, embora ache que há muita coisa boa por aí. Julgo que esta infidelidade televisiva se deve à minha falta de método.

No entanto, e seguindo a minha já habitual linha tradicional, há uns tempos atrás apaixonei-me perdidamente por uma: A Teoria do Big Bang. É uma sitcom americana (daquelas com 25 minutos e gargalhadas enlatadas), com 4 geeks socialmente inaptos e uma loira burra.

Uma delícia!

Fica um best of do Sheldon, o meu preferido. Desde o Tom Cruise em "Cocktail", nunca mais tinha tido um fraquinho por uma personagem. Não é tão bonito, mas é ligeiramente mais inteligente.

Gente Fresca e Coisas Novas



Estes dias vi uma exposição com os vencedores do Injuve e adorei, principalmente, o que se mostrou no âmbito da ilustração, BD e design.


Chamou-me particularmente a atenção o trabalho de ilustração da Laura Wachter.

Como diria o Zuminho, que é o especialista nestas artistices, "Há aí muita gente nova a fazer coisas muito frescas". Ou será ou contrário?

Jay Jay Johanson 14-11



O sueco Jay Jay Johanson vem até Guimarães ao Centro de Espectáculos São Mamede no dia 14 de Novembro.

Já anda há mais de 10 anos a cantar-nos os seus males de amor, e o seu novo álbum "Self-Portrait" (2008), não sendo a excepção, parece-me denunciar um regresso às primeiras influências.

Uma óptima desculpa para visitar o berço!