Leave Boy
No dia 12 de Fevereiro inaugura a Ilustrarte, no Museu da Electricidade, em Lisboa.
O Phillippe foi um dos seleccionado entre milhares de artistas.
Este é um dos seus últimos trabalhos.
Com a Expo 2010 Xangai à porta, vão surgindo trabalhos de artistas chineses, que nos dão uma visão panorâmica da criação contemporânea do que se faz neste país.
As fotografias acima são do artista Li Wei. A sua obra perturba e inquieta, não só pelas situações e cenários que cria, como também pela técnica utilizada.
Esmiuçar tecnicamente seu trabalho, para quem não o conhece, é quase como contar o fim de um filme antes de se entrar numa sala de cinema. Ao sermos, de repente, surpreendidos pelos seus auto-retratos corremos o risco de perder horas a olhar para cada uma das suas fotos para tentar descobrir – num exercício ligeiramente sádico - onde a manipulação digital o delata e destapa o embuste.
Mas este é um daqueles casos em que a realidade supera a ficção. O que vemos está mesmo lá, de acordo com o artista. Com recurso a espelhos, cabos, andaimes, performance e muita acrobacia Wei cria situações impossíveis, bizarras ou até oníricas.
Dizer que Li Wei é fotógrafo é injusto. Ele é um ilusionista, um encenador, um poeta, um malabarista, um performer, que imortaliza um momento do seu trabalho num fotograma.
É irresistível dizer que é de deixar os olhos em bico!
Há dias descobri que esta é a fotografia mais cara de todos os tempos. Pertence ao fotógrafo Andreas Gursky, chama-se “99 cent” e foi comprada por cerca de € 1,7 milhões.
Gursky fotografa, numa espécie de "voyeurismo", cenários humanos anónimos onde cada pedacinho pode conter - dependendo de quem a vir - uma história interminável.
As suas fotos são uma espécie de mosaico de momentos individuais, que nos leva a uma descoberta constante.
Cenário: Los Angeles, CA, USA.
Situação: Depois de muitas horas sem comer, após um dia duro de trabalho.
Depois de longos minutos a analisar o menu do restaurante, onde algumas das palavras me eram desconhecidas (todos achamos que temos um bom inglês até termos que dizer Rúcula, Berinjela ou Couve Coração), resolvi pedir o mais simples e clássico que pode existir (pelo menos no meu imaginário) no Estados Unidos: um hamburguer. Para gáudio do colesterol...
- Já sabem o que querem comer? – pergunta o empregado depois de já ter passado várias vezes pela nossa mesa. A mesa dos indecisos.
- Eu já. –Disse-lhe eu. – Queria um hamburguer especial da casa. – Em Roma, sê romano.
- Ok, um hamburguer para a menina! Grande ou normal?
- Normal.
-Bem passado, médio ou mal passado?
- Bem passado.
- Com pão normal, de centeio ou mistura de cereais?
- Centeio.
- Quer que parta o hamburguer a meio ou que venha inteiro?
- A meio.
- A acompanhar quer batatas fritas, batatas fritas crispy ou batatas fritas com sabor a cebola?
- Batatas fritas.
- Quer ovo frito ou cozido?
- Frito.
- Bem passado ou mal passado?
- Bem passado.
- Que tipo de molho quer no hamburguer: maionese, mostarda, ou o nosso especial?
- Nenhum, sem molho.
- Sem molho? – Pergunta o empregado admirado, como se lhe dissesse que queria uma omelete de frango, sem frango.
- E a acompanhar tudo isto, quer alface ou rúcula?
- Rúcula.
- E no hamburguer quer queijo parmesão, cheddar ou mozarella?
- Não obrigada. Não quero queijo, sou alérgica ao queijo!
- Ah, mas este hamburguer especial da casa tem SEMPRE queijo. Se quiser sem queijo terá que pedir o Hamburguer clássico, é ligeiramente diferente, mas também muito bom.
- Então queria o Clássico...
- Ok, um hamburguer clássico para a menina! De frango ou de vaca?
- Deixe lá. Traga-me um copo de água.
- Com gelo ou sem gelo?
Já lá vão muitos anos e foi uma colega, cujo nome ou outras características já não me recordo, mas lembro-me que a meio da noite, numa praia, abriu a goela e desatou numas cantorias sentidas que me deixaram cheia de inveja. Como é possível haver gente que faça "aquilo" com a voz?
Nestes anos todos já fui a muitos concertos e já ouvi muita música, mas com o Jay Jay voltei a ter a mesma sensação. Talvez pela escassez de instrumentos a voz do sueco tenha ganho um maior protagonismo, e lá voltei a sentir aquele arrepiozinho que me deixa com pele de galinha e lágrima no canto do olho.
Não foi um mega concerto. Não foi um espectáculo como manda o figurino. Diria até que lhe faltou alguma "originalidade" na performance, mas o senhor sabe cantar. Foi como ouvir o CD, em directo.
O ambiente foi estragado pela meia dúzia de anormais que resolveram "bater palminhas" para acompanhar o ritmo! Uma verdadeira heresia neste caso.
Com isto de passar (pelo menos) 1/3 do meu dia ligada à rede, às vezes, distraidamente, desempenho pequenos gestos quotidianos em modo tecnológico.
Há dias, enquanto fazia uma compra na Internet e cheguei ao campo "Introduza os Dados do Cartão", dei por mim à procura de uma ranhura no PC para introduzir o cartão multibanco. Ainda estive uns bons 10'' absorta na busca...
Estes dias vi uma exposição com os vencedores do Injuve e adorei, principalmente, o que se mostrou no âmbito da ilustração, BD e design.
Chamou-me particularmente a atenção o trabalho de ilustração da Laura Wachter.
Como diria o Zuminho, que é o especialista nestas artistices, "Há aí muita gente nova a fazer coisas muito frescas". Ou será ou contrário?
O sueco Jay Jay Johanson vem até Guimarães ao Centro de Espectáculos São Mamede no dia 14 de Novembro.
Já anda há mais de 10 anos a cantar-nos os seus males de amor, e o seu novo álbum "Self-Portrait" (2008), não sendo a excepção, parece-me denunciar um regresso às primeiras influências.
Uma óptima desculpa para visitar o berço!