Há dias descobri que esta é a fotografia mais cara de todos os tempos. Pertence ao fotógrafo Andreas Gursky, chama-se “99 cent” e foi comprada por cerca de € 1,7 milhões.
Gursky fotografa, numa espécie de "voyeurismo", cenários humanos anónimos onde cada pedacinho pode conter - dependendo de quem a vir - uma história interminável.
As suas fotos são uma espécie de mosaico de momentos individuais, que nos leva a uma descoberta constante.
Situação: Depois de muitas horas sem comer, após um dia duro de trabalho.
Depois de longos minutos a analisar o menu do restaurante, onde algumas das palavras me eram desconhecidas (todos achamos que temos um bom inglês até termos que dizer Rúcula, Berinjela ou Couve Coração), resolvi pedir o mais simples e clássico que pode existir (pelo menos no meu imaginário) no Estados Unidos: um hamburguer. Para gáudio do colesterol...
- Já sabem o que querem comer? – pergunta o empregado depois de já ter passado várias vezes pela nossa mesa. A mesa dos indecisos.
- Eu já. –Disse-lhe eu. – Queria um hamburguer especial da casa. – Em Roma, sê romano.
- Ok, um hamburguer para a menina! Grande ou normal?
- Normal.
-Bem passado, médio ou mal passado?
- Bem passado.
- Com pão normal, de centeio ou mistura de cereais?
- Centeio.
- Quer que parta o hamburguer a meio ou que venha inteiro?
- A meio.
- A acompanhar quer batatas fritas, batatas fritas crispy ou batatas fritas com sabor a cebola?
- Batatas fritas.
- Quer ovo frito ou cozido?
- Frito.
- Bem passado ou mal passado?
- Bem passado.
- Que tipo de molho quer no hamburguer: maionese, mostarda, ou o nosso especial?
- Nenhum, sem molho.
- Sem molho? – Pergunta o empregado admirado, como se lhe dissesse que queria uma omelete de frango, sem frango.
- E a acompanhar tudo isto, quer alface ou rúcula?
- Rúcula.
- E no hamburguer quer queijo parmesão, cheddar ou mozarella?
- Não obrigada. Não quero queijo, sou alérgica ao queijo!
- Ah, mas este hamburguer especial da casa tem SEMPRE queijo. Se quiser sem queijo terá que pedir o Hamburguer clássico, é ligeiramente diferente, mas também muito bom.
- Então queria o Clássico...
-Ok, um hamburguer clássico para a menina! De frango ou de vaca?
Poucos dias nos EUA são suficientes para perceber que, nesta terra, o dinheiro compra tudo. O objectivo é vender, vende-se de tudo e tudo é vendível, e todos os espaços e timmings são pensados ao milímetro...
Sou fã dos programas de televendas e por isso, à noite, consumia uma grande quantidade de produtos "mágicos" acessíveis para qualquer bolso. Que produto parece totalmente improvável de aparecer num programa destes? O mais absurdo? ... Balas. Se tivesse pistola comprava algumas.
Num centro comercial, enquanto procurava uma "vending machine" para comprar água dei de caras com uma destas máquinas de meter moedinha, mas que vendia iPods, pen's, cabos... you name it.
No "duty free" do avião vendiam uma coisa que me ficou no goto: um aparelho que emite umas vibrações - ou algo que o valha - que faz com que os cães (do vizinho) não ladrem.
A primeira vez que ouvi alguém cantar bem "ao vivo" arrepiou-me quase até às lágrimas.
Já lá vão muitos anos e foi uma colega, cujo nome ou outras características já não me recordo, mas lembro-me que a meio da noite, numa praia, abriu a goela e desatou numas cantorias sentidas que me deixaram cheia de inveja. Como é possível haver gente que faça "aquilo" com a voz?
Nestes anos todos já fui a muitos concertos e já ouvi muita música, mas com o Jay Jay voltei a ter a mesma sensação. Talvez pela escassez de instrumentos a voz do sueco tenha ganho um maior protagonismo, e lá voltei a sentir aquele arrepiozinho que me deixa com pele de galinha e lágrima no canto do olho.
Não foi um mega concerto. Não foi um espectáculo como manda o figurino. Diria até que lhe faltou alguma "originalidade" na performance, mas o senhor sabe cantar. Foi como ouvir o CD, em directo.
O ambiente foi estragado pela meia dúzia de anormais que resolveram "bater palminhas" para acompanhar o ritmo! Uma verdadeira heresia neste caso.
Quem é que nunca guardou um caderno no frigorífico ou um gelado numa gaveta?
Com isto de passar (pelo menos) 1/3 do meu dia ligada à rede, às vezes, distraidamente, desempenho pequenos gestos quotidianos em modo tecnológico.
Há dias, enquanto fazia uma compra na Internet e cheguei ao campo "Introduza os Dados do Cartão", dei por mim à procura de uma ranhura no PC para introduzir o cartão multibanco. Ainda estive uns bons 10'' absorta na busca...
Desde a estreia de séries como CSI, 24, Lost (and so on) a televisão nunca mais foi a mesma. Há séries para todos os gostos e feitios, que se estendem ao longo de várias temporadas e mantêm os fãs agarrados, que religiosamente fazem os seus downloads meses antes da estreia no país.
Conheço pessoas que seguem 14 séries! Não fosse quem se confessa gente de bem, séria e de palavra duvidava seriamente que tal proeza fosse possível.
Tenho andado a saltitar de série em série e admito que nunca fiquei viciada em nenhuma delas, embora ache que há muita coisa boa por aí. Julgo que esta infidelidade televisiva se deve à minha falta de método.
No entanto, e seguindo a minha já habitual linha tradicional, há uns tempos atrás apaixonei-me perdidamente por uma: A Teoria do Big Bang. É uma sitcom americana (daquelas com 25 minutos e gargalhadas enlatadas), com 4 geeks socialmente inaptos e uma loira burra.
Uma delícia!
Fica um best of do Sheldon, o meu preferido. Desde o Tom Cruise em "Cocktail", nunca mais tinha tido um fraquinho por uma personagem. Não é tão bonito, mas é ligeiramente mais inteligente.
O sueco Jay Jay Johanson vem até Guimarães ao Centro de Espectáculos São Mamede no dia 14 de Novembro.
Já anda há mais de 10 anos a cantar-nos os seus males de amor, e o seu novo álbum "Self-Portrait" (2008), não sendo a excepção, parece-me denunciar um regresso às primeiras influências.
I like to sit and cry in front of my tv I like to think of words to scream About all it is I am and all it is I wanna be Over and over I laugh & cry But the movie it ain’t as real as I want it to be I like to sit & cry over and over again And the tears they please me They are all I need to know As I zap from show to show And a man on a bike comes on He says: “Man, my wheels don’t turn if the road don’t feel right” I say: ”I’ll stand still And wait for the skies to burn tonight” So I can Bury you; it’s all I can do So you won’t come through At least for a little while My life will be all right
I like to sit & watch it all I can Crying like a man And leave it for another day I’ll stay here in my precious cage And lose it while I can Cut it off by minute roots And stick it in the ground And bury you, it’s-a all I can do So you won’t come through At least for a little while My life will be all right
You see I been waiting Here in doubt But I don’t fear your lightshow And I don’t fear your eyes Not anymore Every time we score
I like to sit and cry And on that score I think I’ll cry a little more I think I’ll keep the tv on I think I’ll cry for all night long I’m sure that it won’t do me no good No, but it will Shake you off of me Momma And cut you loose from me girl It means the world to Bury you, it’s-a all I can do So you won’t come through At least for a little while My life will be all right