Já lá vão muitos anos e foi uma colega, cujo nome ou outras características já não me recordo, mas lembro-me que a meio da noite, numa praia, abriu a goela e desatou numas cantorias sentidas que me deixaram cheia de inveja. Como é possível haver gente que faça "aquilo" com a voz?
Nestes anos todos já fui a muitos concertos e já ouvi muita música, mas com o Jay Jay voltei a ter a mesma sensação. Talvez pela escassez de instrumentos a voz do sueco tenha ganho um maior protagonismo, e lá voltei a sentir aquele arrepiozinho que me deixa com pele de galinha e lágrima no canto do olho.
Não foi um mega concerto. Não foi um espectáculo como manda o figurino. Diria até que lhe faltou alguma "originalidade" na performance, mas o senhor sabe cantar. Foi como ouvir o CD, em directo.
O ambiente foi estragado pela meia dúzia de anormais que resolveram "bater palminhas" para acompanhar o ritmo! Uma verdadeira heresia neste caso.
Com isto de passar (pelo menos) 1/3 do meu dia ligada à rede, às vezes, distraidamente, desempenho pequenos gestos quotidianos em modo tecnológico.
Há dias, enquanto fazia uma compra na Internet e cheguei ao campo "Introduza os Dados do Cartão", dei por mim à procura de uma ranhura no PC para introduzir o cartão multibanco. Ainda estive uns bons 10'' absorta na busca...
Estes dias vi uma exposição com os vencedores do Injuve e adorei, principalmente, o que se mostrou no âmbito da ilustração, BD e design.
Chamou-me particularmente a atenção o trabalho de ilustração da Laura Wachter.
Como diria o Zuminho, que é o especialista nestas artistices, "Há aí muita gente nova a fazer coisas muito frescas". Ou será ou contrário?
O sueco Jay Jay Johanson vem até Guimarães ao Centro de Espectáculos São Mamede no dia 14 de Novembro.
Já anda há mais de 10 anos a cantar-nos os seus males de amor, e o seu novo álbum "Self-Portrait" (2008), não sendo a excepção, parece-me denunciar um regresso às primeiras influências.
Uma óptima desculpa para visitar o berço!
Don’t lay it on me, on me
Don’t you leave me here
I like to sit and cry in front of my tv
I like to think of words to scream
About all it is I am and all it is I wanna be
Over and over
I laugh & cry
But the movie it ain’t as real as I want it to be
I like to sit & cry over and over again
And the tears they please me
They are all I need to know
As I zap from show to show
And a man on a bike comes on
He says:
“Man, my wheels don’t turn if the road don’t feel right”
I say: ”I’ll stand still
And wait for the skies to burn tonight”
So I can
Bury you; it’s all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right
I like to sit & watch it all I can
Crying like a man
And leave it for another day
I’ll stay here in my precious cage
And lose it while I can
Cut it off by minute roots
And stick it in the ground
And bury you, it’s-a all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right
You see
I been waiting
Here in doubt
But I don’t fear your lightshow
And I don’t fear your eyes
Not anymore
Every time we score
I like to sit and cry
And on that score
I think I’ll cry a little more
I think I’ll keep the tv on
I think I’ll cry for all night long
I’m sure that it won’t do me no good
No, but it will
Shake you off of me Momma
And cut you loose from me girl
It means the world to
Bury you, it’s-a all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right