TV Song (MoonDog Jr.)



Don’t lay it on me, on me
Don’t you leave me here

I like to sit and cry in front of my tv
I like to think of words to scream
About all it is I am and all it is I wanna be
Over and over
I laugh & cry
But the movie it ain’t as real as I want it to be
I like to sit & cry over and over again
And the tears they please me
They are all I need to know
As I zap from show to show
And a man on a bike comes on
He says:
“Man, my wheels don’t turn if the road don’t feel right”
I say: ”I’ll stand still
And wait for the skies to burn tonight”
So I can
Bury you; it’s all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right

I like to sit & watch it all I can
Crying like a man
And leave it for another day
I’ll stay here in my precious cage
And lose it while I can
Cut it off by minute roots
And stick it in the ground
And bury you, it’s-a all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right

You see
I been waiting
Here in doubt
But I don’t fear your lightshow
And I don’t fear your eyes
Not anymore
Every time we score

I like to sit and cry
And on that score
I think I’ll cry a little more
I think I’ll keep the tv on
I think I’ll cry for all night long
I’m sure that it won’t do me no good
No, but it will
Shake you off of me Momma
And cut you loose from me girl
It means the world to
Bury you, it’s-a all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right

Zita Swoon - Big Blueville


Ainda com o nome de "MoonDog Jr" esta banda belga aparecia, em 1995, com um excelente álbum que se chamava Everyday I Wear A Greasy Black Feather On My Hat .

Quase 15 anos depois - com muitos trabalhos pelo meio - os "Zita Swoon" surgem com Big Blueville (2008), um álbum camaleónico que nos leva a passear, pela mão da hipnotizante voz de Stef Karmil Carlens (ex-baixista dos dEUS), por um parque de diversões emocional.
Apesar da etiqueta "indie rock" da banda, tanto o soul, como a chanson française ou até o folk ou o jazz estão presentes neste álbum, fazendo dele uma obra sem tempo ou género.

Do princípio ao fim, durante cerca de uma hora, seremos espectadores de dez histórias, contadas em inglês e francês, que nos vão deixar agarrados até ao the end final.





IMAGO FILM FEST X


De 26 de Setembro a 5 de Outubro o Fundão acolhe a edição número X do IMAGO - Festival Internacional de Cinema Jovem.
Mais info em www.imagofilmfest.com.

Livro do Verão (e do ano)



Há muitos anos atrás, quando ainda apontava e pontuava todos os livros que lia, veio-me ter às mãos, por acaso, um livro que se chamava “De Olhos Vendados” cuja autora era a Siri Hustvedt.

Apaixonei-me pelo livro e procurei, em vão na altura, mais obras da escritora.

Este Verão, quase no início das férias, resolvi procurar nas prateleiras da letra H o nome desta senhora e dei com o “Aquilo Que Eu Amava”. O título não promete grande coisa, à primeira vista, mas é uma revelação.

Conta a história de duas famílias ao longo de cerca de 25 anos. As alegrias e as desgraças, mas acima de tudo, a forma como a relação entre eles vai mudando ao longo desse tempo, consequência das alterações que as suas vidas sofrem.

É uma história dura, povoada por fantasmas, amor e ilusão, envolta num cenário nova-iorquino, obras de artes - que às vezes parece que estamos realmente a ver - e situações ambíguas que queremos ansiosamente deslindar. Não é um livro para relaxar, nem para sorrir… faz-nos sofrer quase desde a primeira página, de tão real que é.

Nas últimas páginas fica uma nostalgia e a vontade de procurar todas as obras desta mulher, que escreve com rigor e emoção, histórias que se nos entranham como se fossem nossas.

Pó!


Arrumei tudo em caixas!

Refresh!


Este Verão fiz um Refresh!

Obscena




Está disponível na Internet uma versão online da Revista Obscena, a publicação, por execelência, das artes performativas.

Vale a pena colocá-la nos Favoritos!

Na Manta


Que planos tens para o dia 17 de Julho?

Coisas de Bairro



Nas frequentes e curtas viagens ao umbigo da Península Ibérica tento ficar sempre no mesmo sítio e estabelecer rotinas, para que, pelo menos, durante esses escassos dias sinta que vivo ali e estou em casa. É como ter uma vida paralela.

Apesar da dimensão da cidade, os bairros (alguns) são acolhedores e familiares, e há um sítio que “me gusta” particularmente. É uma prova de que tamanho não é documento.

É uma livraria pequena, de esquina em pleno bairro de Lavapiés. Sempre que por lá passo lembro-me do filme “Smoke” e que se aquela loja fosse minha, faria como o Harvey Keitel e tirava todos os dias, à mesma hora e do mesmo ângulo, uma foto à rua em frente.

O atendimento é muito personalizado e, às vezes, faço pedidos de livros por temas ou autores específicos, e os donos lá me vão avisando por mail do que encontraram e se é para encomendar e quando por lá passo. Já lhes expliquei que “não sou de cá”, e que “não sei muito bem quando volto”, mas eles respondem-me sempre “quando passares passaste, nós guardamos-te o material”.

Ando a engendrar um plano ultra-secreto. Como eles também vendem livros em segunda-mão, assim que desencaixotar os meus livros, vou fazer uma selecção e oferecer-lhes alguns para que comecem a criar uma mini-secção portuguesa! Não sei se vai colar...

Já que estamos a ser invadidos pelas suas empresas, vamos contra-atacar de alguma maneira. A cultura poder ser um bom começo.

Quando For Grande Quero Ser Espanhola

Há uns anos atrás li um estudo curioso, que dizia que na Europa os homens são mais irascíveis que as mulheres. A única excepção era Espanha, país onde o “sexo fraco”, não é para brincadeira.

O meu contacto com “nuestras hermanas” tem-me mostrado que as espanholas são realmente danadas, têm sempre razão e NUNCA se calam.

Lembrei-me deste facto devido a um acontecimento, há dias, em Madrid e que ilustra bem, e de forma quase caricatural, o que este estudo relatava.

Estava à espera do Metro, encostada a uma estrutura metálica própria para o efeito. Era tarde e já lá estava há uns bons 5 minutos, imóvel, com a minha bela Havaiana dourada. Estava imersa nos meus pensamentos, quando à minha esquerda vejo um rebanho de sexagenárias gaiteiras, produzidas (em roupa e make-up), morenaças e barulhentas aproximarem-se.
Em Portugal, país contido e de brandos costumes, as ditas senhoras poderiam ser artistas de cabaret, ou outra coisa menos “artística” (preconceitos à parte). Em Espanha eram apenas “mães de família”, que tinham ido curtir a matiné da “movida madrileña”.

O grupo foi-se aproximando e quando passou por mim, a loiraça do grupo deu-me uma vigorosa calcadela. Automaticamente soltei um grunhido e fiz cara feia de dores.
De imediato a senhora olhou para mim, duvidando se me teria, de facto, calcado ou se eu estaria apenas a ser possuída pelo espírito que habitualmente assombra o Metro da linha 3. Quando confirmou que sim disse-me com indignação: “¿Es que nos ves donde pones los pies?”, que traduzindo seria qualquer coisa como “Vê lá onde pões os pés”.

O mais normal seria insultar criativamente aquela marafona, trazendo ao de cima a nortenha que há em mim, porque ou era o meu discernimento que me traía, dadas as altas horas da noite e o cansaço da viagem que já trazia no lombo, ou tinha sido aquela bimba de calça branca que tinha calcado o meu delicado e sossegado 39 descalço.

Mas valeu-me a mim (e a ela) ser apenas uma portuguesa recatada, e perante o absurdo da situação não consegui deixar de rir.

Entrei no Metro e fui o resto da viagem a remoer a situação e a sorrir, enquanto a Paquita oxigenada ia indignada, e a rezar entre dentes, por o meu pé se ter colocado debaixo do seu tacão irascível.

ChickenFeast



E porque este ano, e mais concretamente este mês, se comemora o "Desculpem Andar Com Os Nervos Em Franja e Ter Sido Demasiado Expressiva"...

Volta e meia reúno-me com amigas de longa data à la "Sex In The City".
Falamos de homens (nossos ou alheios), falamos de roupa e sapatos e falamos de sexo (pelo menos algumas).
É um cliché, mas um daqueles bem terapêuticos.

Há dias tive um destes meetings e perguntava-me o que os tornava tão divertidos e animados.

Não é o facto de nos conhecermos há anos, não são as conversas intensas, nem é por estas criaturas serem bastante especiais... e depois de pensar e teorizar profundamente sobre o assunto cheguei à conclusão que é a quantidade de açucar que ingerimos quando estamos juntas.

;)

Desalinhada!

Ando desorientada, porque não consigo alinhar os textos deste Blogue. Por algum motivo sinistro a opção de "justificar" desapareceu.

Haverá coisa mais perturbante do que um textos por justificar?

Falas "estrangeiro"?

As situações e temperaturas extremas, às vezes, fazem vir ao de cima o pior que há em nós.

Detesto restaurantes ou bares com nomes “estrangeiros”.
Principalmente se forem ingleses/americanos ou espanhóis.

Isto começou há já uns tempos quando reparei que um mítico bar de Vila do Conde, teria sido substituído por um café que se chama “Dani´s Irish Pub Café”. Nunca lá entrei, mas tenho passado por lá com frequência e a coisa deixa-me desconfortável e só penso cá para comigo: “Oh Daniel, não havia nome mais original para dares ao teu tasco?” Imagino que seja um Daniel português, porque não estou a ver nenhum inglês no seu perfeito juízo a encantar-se por um local em plena estrada nacional da terra.

Porque não um nome clássico? “Café Central”, por exemplo! Todas as terras têm um, e Vila do Conde não.

E depois há os restaurantes espanhóis em Portugal, cujos donos são portugueses. Alguém conhece um Restaurante Chinês cujo proprietário seja de Trás-os-Montes?

Os nomes não fogem muito disto: “Paquito. Casa de tapas”.

Muito brasileiro que por aqui anda deve pensar que em Portugal há locais próprios para apanhar porrada. Já os estou a imaginar a ligar aos primos que ficaram no Rio de Janeiro “Sábi Vanderlei Uilson, aqui em Purtugau, tem auguns sitius publicos, ondi dão tapas em você. O mais istranho é qui tem di pagá pá levá na cara. E muito”.

Assim, do outro lado do Atlântico, lá se vai confirmando a ideia de que português é “burro meismo”.

Mais uma vez, nestes locais, de espanhola a comida tem pouco. Normalmente podemos deparar-nos com “deliciosas” iguarias congeladas, pedaços de pão (tapas?) com coisas em cima e outras coisas que não se comem em Espanha, mas sim em Portugal, em cima de pedaços de pão (tapas?).

E depois há o “Driver’s”. O “Sunset”. O “Flower´s” e por aí fora…

Possivelmente o Daniel, a par com o seu Irish Pub, abriu um “Sunset” onde a ideia é “vender” aquelas maravilhas que se comem nos E.U.A., porque toda a gente sabe que se há sítio onde se come bem, é lá. E não falo de saúde nem nada que o valha, já que quem se quiser convencer que uma bela de uma alheira ou um queijo da serra são saudáveis, que se trate, porque devem ser as artérias entupidas de colesterol lhe que estão a turvar o discernimento. Falo mesmo de ser bom e saboroso!

Claro que no “Flower´s” o que eventualmente iremos comer é um belo dum prego no pão, que ao contrário do que se come no “Zé do Pipo” (que tem apenas o “tradicional” óleo Fula) é abundante em molhos e/ou queijo.

Não o conheço e já odeio o Daniel. E sei que não é exagero meu, porque todos os que me conhecem sabem que não existe criatura mais sensata, dócil e tão cheia de bons sentimentos como eu. Por isso, Daniel, não sou eu, és tu e para ti tenho apenas 3 conselhos:

- Muda o nome ao teu café para “Café Central” ou, porque não, simplesmente “Daniel”?

- Abre antes um restaurante português em Espanha. Até podes usar o mesmo nome do café que tens em Vila do Conde e tudo, pões-lhe só um “2” no título e até parece que tens uma cadeia.

- E fecha o “Driver’s” e abre um Macdonald’s. Vais ver como tens mais clientela.

E cuidado Daniel, porque também detesto pessoas que abrem restaurantes com numerações no nome, tipo “Daniel 2”. Faz-me pensar que são pouco criativas, preguiçosas ou prepotentes ao ponto de querem fazer parecer que têm uma cadeia do negócio.