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Ando desorientada, porque não consigo alinhar os textos deste Blogue. Por algum motivo sinistro a opção de "justificar" desapareceu.
Haverá coisa mais perturbante do que um textos por justificar?
Até, mais ou menos, aos 8 anos sonhava em ser cabeleireira ou pianista. Depois passei anos a querer se advogada acabando, no entanto, por enveredar pela Comunicação.
O bom de se ser advogado (ou médico ou economista ou cabeleireira) é que ninguém te pergunta: “E o que é que fazes exactamente?”. E pior de tudo é nem eu própria conseguir explicar muito bem em que é que consiste o meu ganha-pão.
Nunca a frase “Uma imagem vale mais que mil palavras” (sendo que mil às vezes não chegam) teve tanto sentido.
Há uns meses passaram-me 1455 novas canções, e um dos álbuns que vinha à mistura era o "Rules" dos "The Whitest Boy Alive" (que se fossem portugueses chamar-se-iam "Os Branco Mais braco Não Há").
Estes rapazes são de Berlim e começaram como um projecto de música de dança, mas viraram banda. O vocalista, Erlen Oye (que é com alguma alegria que confesso, que há uns anos se esfregou em mim - com todo o respeito - no Festival de Benicasim), faz também parte dos Kings of Convenience. Só boas referências, portanto.
Todo o álbum é muito divertido e animado, sem ser "histérico" e é altamente recomendado nas mais diversas situações: viagens, arrumações, depressões profundas ou ligeiras, males de amor e económicos, maus olhados e problemas sexuais. Parece que o Erlendo - prós amigos - nos vai dizendo com as suas músicas: relaxa, abana a anca, que vai ficar tudo "ole raiguete".
Aqui fica um exemplar.
Este é mais um filme de animação de PES - o seu trabalho é incrível - e gosto particularmente deste "Game Over", cuja temática é uma série de jogos arcade, que fizeram parte da minha infância.
Há quem se lembre do cheirinho dos bolinhos da avó. Eu lembro-me de jogar ao Frogger (ou "Sapinho", como eu lhe chamava) em cima de uma grade vazia de cerveja.
Vi este trailer e fiquei cheinha de vontade de ver o filme.
Chama-se "Coraline e a Porta Secreta" é a primeira longa-metragem realizada em stop-motion em 3D e o seu realizador, Henry Selick, foi também o responsável pelo excelente "Nightmare Before Christmas".
Ainda não vi o filme, mas pelo trailer uma série de referências vieram-me à memória: o filme "A Noite" da Regina Pessoa, pelo aspecto da animação e imaginário terrorífico da criança; a história da "Alice no País das Maravilhas", pelo mundo fantástico e paralelo, que se acede através de uma porta secreta; e a BD "Emily, the Strange" não sei muito bem porquê, mas talvez pela personagem principal.
Pelos vistos é a adaptação de um livro de Neil Gaiman, que conta a história de uma menina, que descontente com a vida que leva, encontra uma alternativa - aparentemente parecida, mas melhor - à sua existência, numa porta secreta que existe na sua casa.
Claro que os sonho acaba por se revelar um pesadelo...