Há uns meses passaram-me 1455 novas canções, e um dos álbuns que vinha à mistura era o "Rules" dos "The Whitest Boy Alive" (que se fossem portugueses chamar-se-iam "Os Branco Mais braco Não Há").
Estes rapazes são de Berlim e começaram como um projecto de música de dança, mas viraram banda. O vocalista, Erlen Oye (que é com alguma alegria que confesso, que há uns anos se esfregou em mim - com todo o respeito - no Festival de Benicasim), faz também parte dos Kings of Convenience. Só boas referências, portanto.
Todo o álbum é muito divertido e animado, sem ser "histérico" e é altamente recomendado nas mais diversas situações: viagens, arrumações, depressões profundas ou ligeiras, males de amor e económicos, maus olhados e problemas sexuais. Parece que o Erlendo - prós amigos - nos vai dizendo com as suas músicas: relaxa, abana a anca, que vai ficar tudo "ole raiguete".
Aqui fica um exemplar.
Este é mais um filme de animação de PES - o seu trabalho é incrível - e gosto particularmente deste "Game Over", cuja temática é uma série de jogos arcade, que fizeram parte da minha infância.
Há quem se lembre do cheirinho dos bolinhos da avó. Eu lembro-me de jogar ao Frogger (ou "Sapinho", como eu lhe chamava) em cima de uma grade vazia de cerveja.
Vi este trailer e fiquei cheinha de vontade de ver o filme.
Chama-se "Coraline e a Porta Secreta" é a primeira longa-metragem realizada em stop-motion em 3D e o seu realizador, Henry Selick, foi também o responsável pelo excelente "Nightmare Before Christmas".
Ainda não vi o filme, mas pelo trailer uma série de referências vieram-me à memória: o filme "A Noite" da Regina Pessoa, pelo aspecto da animação e imaginário terrorífico da criança; a história da "Alice no País das Maravilhas", pelo mundo fantástico e paralelo, que se acede através de uma porta secreta; e a BD "Emily, the Strange" não sei muito bem porquê, mas talvez pela personagem principal.
Pelos vistos é a adaptação de um livro de Neil Gaiman, que conta a história de uma menina, que descontente com a vida que leva, encontra uma alternativa - aparentemente parecida, mas melhor - à sua existência, numa porta secreta que existe na sua casa.
Claro que os sonho acaba por se revelar um pesadelo...
Últimamente quase só tenho ido ao cinema ver grandes "êxitos cinematográficos", "muito aguardados" e que normalmente são sagas, adaptações ou remakes, com legiões de fãs. A ideia é sempre "desligar", o que vendo bem até consigo, porque até do próprio filme me desligo...
O último, como não será defícil de imaginar, foi o "Exterminador Implacável: a Salvação". Nem o Cristian Bale torna aquelas duas horas mais agradáveis. Tiros, montes de tiros, explosões, perseguições e pouca história, que é como quem diz, muito orçamento e pouca imaginação.
Tirando a breve aparição do que parece ser o Arnold S. e de um "I'll be back" - menos robótico que o original - do Cristian Bale, o filme salva-se pelos segundos em que ouvi o "Rooster" dos Alice In Chains. Mas foram só uns segundos e fiquei com as ganas, de tal forma que permaneci na cadeirinha até ao fim do genérico, só para ver se a ouvia novamente.
E como esta música e estes senhores me fazem lembrar uma época muito específica da minha alegre existência, lembrei-me da minha amiga Diuska, que diz que anda por aí a ouvir má música;)!