“Casa de ferreiro, espeto de pau”
“Devagar se vai ao longe”
“Quem espera sempre alcança”
“Grão a grão enche a galinha o papo”
No meio disto tudo a galinha acaba por virar anoréctica, porque quanto menos come menos fome tem.
Tenho vindo com frequência ao meu blog, e é com desespero que confesso que nunca vejo um post novo. Vamos para ver se finalmente me consigo surpreender da próxima …
O amor tem muitas formas de se revelar, mas comove-me quando o faz em forma de altruísmo em estado puro.
Perguntava a uma grande amiga, há dias, como estavam os seus pais. Ao que me respondeu: "Não muito animados. Ando a pensar em ter um bebé, para lhes dar alguma alegria e estímulo na vida, embora a situação agora não seja a mais propícia, nem o meu relógio biológico esteja propriamente a pedir um".
Acordar cedo.
Tomar um pequeno almoço robusto.
Fazer-se ao caminho.
Cuidado com os poços, pelo caminho...
Nesta altura do ano os espigos,
só podem ser de dois tipos:
de nabos
ou de couves.
Caso se opte pelos espigos de nabos, não colher os floridos...
... mas sim quando ainda estão fechadinhos!
Fazer um esturgido de alho e cebola, colocar a água a ferver. Deitar o arroz. A 5 minutos do fim, colocar os espigos.
Voilá!
Comer na hora.
O fim no começo
A palavra cortada
na primeira sílaba.
A consoante esvanecida
sem que a língua atingisse o alvéolo.
O que jamais se esqueceria
pois nem principiou a ser lembrado.
O campo – havia, havia um campo?
irremediavelmente murcho em sombra
antes de imaginar-se a figura
de um campo.
A vida não chega a ser breve.
Carlos Drummond de Andrade