Archive for 2009


Cenário: Los Angeles, CA, USA.

Situação: Depois de muitas horas sem comer, após um dia duro de trabalho.

Depois de longos minutos a analisar o menu do restaurante, onde algumas das palavras me eram desconhecidas (todos achamos que temos um bom inglês até termos que dizer Rúcula, Berinjela ou Couve Coração), resolvi pedir o mais simples e clássico que pode existir (pelo menos no meu imaginário) no Estados Unidos: um hamburguer. Para gáudio do colesterol...

- Já sabem o que querem comer? – pergunta o empregado depois de já ter passado várias vezes pela nossa mesa. A mesa dos indecisos.

- Eu já. –Disse-lhe eu. – Queria um hamburguer especial da casa. – Em Roma, sê romano.

- Ok, um hamburguer para a menina! Grande ou normal?

- Normal.

-Bem passado, médio ou mal passado?

- Bem passado.

- Com pão normal, de centeio ou mistura de cereais?

- Centeio.

- Quer que parta o hamburguer a meio ou que venha inteiro?

- A meio.

- A acompanhar quer batatas fritas, batatas fritas crispy ou batatas fritas com sabor a cebola?

- Batatas fritas.

- Quer ovo frito ou cozido?

- Frito.

- Bem passado ou mal passado?

- Bem passado.

- Que tipo de molho quer no hamburguer: maionese, mostarda, ou o nosso especial?

- Nenhum, sem molho.

- Sem molho? – Pergunta o empregado admirado, como se lhe dissesse que queria uma omelete de frango, sem frango.

- E a acompanhar tudo isto, quer alface ou rúcula?

- Rúcula.

- E no hamburguer quer queijo parmesão, cheddar ou mozarella?

- Não obrigada. Não quero queijo, sou alérgica ao queijo!

- Ah, mas este hamburguer especial da casa tem SEMPRE queijo. Se quiser sem queijo terá que pedir o Hamburguer clássico, é ligeiramente diferente, mas também muito bom.

- Então queria o Clássico...

- Ok, um hamburguer clássico para a menina! De frango ou de vaca?

- Deixe lá. Traga-me um copo de água.

- Com gelo ou sem gelo?

Show Me The Money


Poucos dias nos EUA são suficientes para perceber que, nesta terra, o dinheiro compra tudo.
O objectivo é vender, vende-se de tudo e tudo é vendível, e todos os espaços e timmings são pensados ao milímetro...

Sou fã dos programas de televendas e por isso, à noite, consumia uma grande quantidade de produtos "mágicos" acessíveis para qualquer bolso.
Que produto parece totalmente improvável de aparecer num programa destes?
O mais absurdo?
...
Balas.
Se tivesse pistola comprava algumas.


Num centro comercial, enquanto procurava uma "vending machine" para comprar água dei de caras com uma destas máquinas de meter moedinha, mas que vendia iPods, pen's, cabos... you name it.


No "duty free" do avião vendiam uma coisa que me ficou no goto: um aparelho que emite umas vibrações - ou algo que o valha - que faz com que os cães (do vizinho) não ladrem.


Devia ter comprado alguma coisa para o "jetlag"!!

Prenda de Natal


O belo trabalho do Phillippe.
Dois "L's" e dois "P's"

California Working



...5 anos depois!


A primeira vez que ouvi alguém cantar bem "ao vivo" arrepiou-me quase até às lágrimas.


Já lá vão muitos anos e foi uma colega, cujo nome ou outras características já não me recordo, mas lembro-me que a meio da noite, numa praia, abriu a goela e desatou numas cantorias sentidas que me deixaram cheia de inveja. Como é possível haver gente que faça "aquilo" com a voz?


Nestes anos todos já fui a muitos concertos e já ouvi muita música, mas com o Jay Jay voltei a ter a mesma sensação. Talvez pela escassez de instrumentos a voz do sueco tenha ganho um maior protagonismo, e lá voltei a sentir aquele arrepiozinho que me deixa com pele de galinha e lágrima no canto do olho.


Não foi um mega concerto. Não foi um espectáculo como manda o figurino. Diria até que lhe faltou alguma "originalidade" na performance, mas o senhor sabe cantar. Foi como ouvir o CD, em directo.


O ambiente foi estragado pela meia dúzia de anormais que resolveram "bater palminhas" para acompanhar o ritmo! Uma verdadeira heresia neste caso.

Ctrl+Alt+Del

Quem é que nunca guardou um caderno no frigorífico ou um gelado numa gaveta?


Com isto de passar (pelo menos) 1/3 do meu dia ligada à rede, às vezes, distraidamente, desempenho pequenos gestos quotidianos em modo tecnológico.


Há dias, enquanto fazia uma compra na Internet e cheguei ao campo "Introduza os Dados do Cartão", dei por mim à procura de uma ranhura no PC para introduzir o cartão multibanco. Ainda estive uns bons 10'' absorta na busca...

Reis da Conveniência

Teoria do Big Bang



Desde a estreia de séries como CSI, 24, Lost (and so on) a televisão nunca mais foi a mesma. Há séries para todos os gostos e feitios, que se estendem ao longo de várias temporadas e mantêm os fãs agarrados, que religiosamente fazem os seus downloads meses antes da estreia no país.

Conheço pessoas que seguem 14 séries! Não fosse quem se confessa gente de bem, séria e de palavra duvidava seriamente que tal proeza fosse possível.

Tenho andado a saltitar de série em série e admito que nunca fiquei viciada em nenhuma delas, embora ache que há muita coisa boa por aí. Julgo que esta infidelidade televisiva se deve à minha falta de método.

No entanto, e seguindo a minha já habitual linha tradicional, há uns tempos atrás apaixonei-me perdidamente por uma: A Teoria do Big Bang. É uma sitcom americana (daquelas com 25 minutos e gargalhadas enlatadas), com 4 geeks socialmente inaptos e uma loira burra.

Uma delícia!

Fica um best of do Sheldon, o meu preferido. Desde o Tom Cruise em "Cocktail", nunca mais tinha tido um fraquinho por uma personagem. Não é tão bonito, mas é ligeiramente mais inteligente.

Gente Fresca e Coisas Novas



Estes dias vi uma exposição com os vencedores do Injuve e adorei, principalmente, o que se mostrou no âmbito da ilustração, BD e design.


Chamou-me particularmente a atenção o trabalho de ilustração da Laura Wachter.

Como diria o Zuminho, que é o especialista nestas artistices, "Há aí muita gente nova a fazer coisas muito frescas". Ou será ou contrário?

Jay Jay Johanson 14-11



O sueco Jay Jay Johanson vem até Guimarães ao Centro de Espectáculos São Mamede no dia 14 de Novembro.

Já anda há mais de 10 anos a cantar-nos os seus males de amor, e o seu novo álbum "Self-Portrait" (2008), não sendo a excepção, parece-me denunciar um regresso às primeiras influências.

Uma óptima desculpa para visitar o berço!

TV Song (MoonDog Jr.)



Don’t lay it on me, on me
Don’t you leave me here

I like to sit and cry in front of my tv
I like to think of words to scream
About all it is I am and all it is I wanna be
Over and over
I laugh & cry
But the movie it ain’t as real as I want it to be
I like to sit & cry over and over again
And the tears they please me
They are all I need to know
As I zap from show to show
And a man on a bike comes on
He says:
“Man, my wheels don’t turn if the road don’t feel right”
I say: ”I’ll stand still
And wait for the skies to burn tonight”
So I can
Bury you; it’s all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right

I like to sit & watch it all I can
Crying like a man
And leave it for another day
I’ll stay here in my precious cage
And lose it while I can
Cut it off by minute roots
And stick it in the ground
And bury you, it’s-a all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right

You see
I been waiting
Here in doubt
But I don’t fear your lightshow
And I don’t fear your eyes
Not anymore
Every time we score

I like to sit and cry
And on that score
I think I’ll cry a little more
I think I’ll keep the tv on
I think I’ll cry for all night long
I’m sure that it won’t do me no good
No, but it will
Shake you off of me Momma
And cut you loose from me girl
It means the world to
Bury you, it’s-a all I can do
So you won’t come through
At least for a little while
My life will be all right

Zita Swoon - Big Blueville


Ainda com o nome de "MoonDog Jr" esta banda belga aparecia, em 1995, com um excelente álbum que se chamava Everyday I Wear A Greasy Black Feather On My Hat .

Quase 15 anos depois - com muitos trabalhos pelo meio - os "Zita Swoon" surgem com Big Blueville (2008), um álbum camaleónico que nos leva a passear, pela mão da hipnotizante voz de Stef Karmil Carlens (ex-baixista dos dEUS), por um parque de diversões emocional.
Apesar da etiqueta "indie rock" da banda, tanto o soul, como a chanson française ou até o folk ou o jazz estão presentes neste álbum, fazendo dele uma obra sem tempo ou género.

Do princípio ao fim, durante cerca de uma hora, seremos espectadores de dez histórias, contadas em inglês e francês, que nos vão deixar agarrados até ao the end final.





IMAGO FILM FEST X


De 26 de Setembro a 5 de Outubro o Fundão acolhe a edição número X do IMAGO - Festival Internacional de Cinema Jovem.
Mais info em www.imagofilmfest.com.

Livro do Verão (e do ano)



Há muitos anos atrás, quando ainda apontava e pontuava todos os livros que lia, veio-me ter às mãos, por acaso, um livro que se chamava “De Olhos Vendados” cuja autora era a Siri Hustvedt.

Apaixonei-me pelo livro e procurei, em vão na altura, mais obras da escritora.

Este Verão, quase no início das férias, resolvi procurar nas prateleiras da letra H o nome desta senhora e dei com o “Aquilo Que Eu Amava”. O título não promete grande coisa, à primeira vista, mas é uma revelação.

Conta a história de duas famílias ao longo de cerca de 25 anos. As alegrias e as desgraças, mas acima de tudo, a forma como a relação entre eles vai mudando ao longo desse tempo, consequência das alterações que as suas vidas sofrem.

É uma história dura, povoada por fantasmas, amor e ilusão, envolta num cenário nova-iorquino, obras de artes - que às vezes parece que estamos realmente a ver - e situações ambíguas que queremos ansiosamente deslindar. Não é um livro para relaxar, nem para sorrir… faz-nos sofrer quase desde a primeira página, de tão real que é.

Nas últimas páginas fica uma nostalgia e a vontade de procurar todas as obras desta mulher, que escreve com rigor e emoção, histórias que se nos entranham como se fossem nossas.

Pó!


Arrumei tudo em caixas!

Refresh!


Este Verão fiz um Refresh!

Obscena




Está disponível na Internet uma versão online da Revista Obscena, a publicação, por execelência, das artes performativas.

Vale a pena colocá-la nos Favoritos!

Na Manta


Que planos tens para o dia 17 de Julho?

Coisas de Bairro



Nas frequentes e curtas viagens ao umbigo da Península Ibérica tento ficar sempre no mesmo sítio e estabelecer rotinas, para que, pelo menos, durante esses escassos dias sinta que vivo ali e estou em casa. É como ter uma vida paralela.

Apesar da dimensão da cidade, os bairros (alguns) são acolhedores e familiares, e há um sítio que “me gusta” particularmente. É uma prova de que tamanho não é documento.

É uma livraria pequena, de esquina em pleno bairro de Lavapiés. Sempre que por lá passo lembro-me do filme “Smoke” e que se aquela loja fosse minha, faria como o Harvey Keitel e tirava todos os dias, à mesma hora e do mesmo ângulo, uma foto à rua em frente.

O atendimento é muito personalizado e, às vezes, faço pedidos de livros por temas ou autores específicos, e os donos lá me vão avisando por mail do que encontraram e se é para encomendar e quando por lá passo. Já lhes expliquei que “não sou de cá”, e que “não sei muito bem quando volto”, mas eles respondem-me sempre “quando passares passaste, nós guardamos-te o material”.

Ando a engendrar um plano ultra-secreto. Como eles também vendem livros em segunda-mão, assim que desencaixotar os meus livros, vou fazer uma selecção e oferecer-lhes alguns para que comecem a criar uma mini-secção portuguesa! Não sei se vai colar...

Já que estamos a ser invadidos pelas suas empresas, vamos contra-atacar de alguma maneira. A cultura poder ser um bom começo.

Quando For Grande Quero Ser Espanhola

Há uns anos atrás li um estudo curioso, que dizia que na Europa os homens são mais irascíveis que as mulheres. A única excepção era Espanha, país onde o “sexo fraco”, não é para brincadeira.

O meu contacto com “nuestras hermanas” tem-me mostrado que as espanholas são realmente danadas, têm sempre razão e NUNCA se calam.

Lembrei-me deste facto devido a um acontecimento, há dias, em Madrid e que ilustra bem, e de forma quase caricatural, o que este estudo relatava.

Estava à espera do Metro, encostada a uma estrutura metálica própria para o efeito. Era tarde e já lá estava há uns bons 5 minutos, imóvel, com a minha bela Havaiana dourada. Estava imersa nos meus pensamentos, quando à minha esquerda vejo um rebanho de sexagenárias gaiteiras, produzidas (em roupa e make-up), morenaças e barulhentas aproximarem-se.
Em Portugal, país contido e de brandos costumes, as ditas senhoras poderiam ser artistas de cabaret, ou outra coisa menos “artística” (preconceitos à parte). Em Espanha eram apenas “mães de família”, que tinham ido curtir a matiné da “movida madrileña”.

O grupo foi-se aproximando e quando passou por mim, a loiraça do grupo deu-me uma vigorosa calcadela. Automaticamente soltei um grunhido e fiz cara feia de dores.
De imediato a senhora olhou para mim, duvidando se me teria, de facto, calcado ou se eu estaria apenas a ser possuída pelo espírito que habitualmente assombra o Metro da linha 3. Quando confirmou que sim disse-me com indignação: “¿Es que nos ves donde pones los pies?”, que traduzindo seria qualquer coisa como “Vê lá onde pões os pés”.

O mais normal seria insultar criativamente aquela marafona, trazendo ao de cima a nortenha que há em mim, porque ou era o meu discernimento que me traía, dadas as altas horas da noite e o cansaço da viagem que já trazia no lombo, ou tinha sido aquela bimba de calça branca que tinha calcado o meu delicado e sossegado 39 descalço.

Mas valeu-me a mim (e a ela) ser apenas uma portuguesa recatada, e perante o absurdo da situação não consegui deixar de rir.

Entrei no Metro e fui o resto da viagem a remoer a situação e a sorrir, enquanto a Paquita oxigenada ia indignada, e a rezar entre dentes, por o meu pé se ter colocado debaixo do seu tacão irascível.

ChickenFeast



E porque este ano, e mais concretamente este mês, se comemora o "Desculpem Andar Com Os Nervos Em Franja e Ter Sido Demasiado Expressiva"...

Volta e meia reúno-me com amigas de longa data à la "Sex In The City".
Falamos de homens (nossos ou alheios), falamos de roupa e sapatos e falamos de sexo (pelo menos algumas).
É um cliché, mas um daqueles bem terapêuticos.

Há dias tive um destes meetings e perguntava-me o que os tornava tão divertidos e animados.

Não é o facto de nos conhecermos há anos, não são as conversas intensas, nem é por estas criaturas serem bastante especiais... e depois de pensar e teorizar profundamente sobre o assunto cheguei à conclusão que é a quantidade de açucar que ingerimos quando estamos juntas.

;)

Desalinhada!

Ando desorientada, porque não consigo alinhar os textos deste Blogue. Por algum motivo sinistro a opção de "justificar" desapareceu.

Haverá coisa mais perturbante do que um textos por justificar?

Falas "estrangeiro"?

As situações e temperaturas extremas, às vezes, fazem vir ao de cima o pior que há em nós.

Detesto restaurantes ou bares com nomes “estrangeiros”.
Principalmente se forem ingleses/americanos ou espanhóis.

Isto começou há já uns tempos quando reparei que um mítico bar de Vila do Conde, teria sido substituído por um café que se chama “Dani´s Irish Pub Café”. Nunca lá entrei, mas tenho passado por lá com frequência e a coisa deixa-me desconfortável e só penso cá para comigo: “Oh Daniel, não havia nome mais original para dares ao teu tasco?” Imagino que seja um Daniel português, porque não estou a ver nenhum inglês no seu perfeito juízo a encantar-se por um local em plena estrada nacional da terra.

Porque não um nome clássico? “Café Central”, por exemplo! Todas as terras têm um, e Vila do Conde não.

E depois há os restaurantes espanhóis em Portugal, cujos donos são portugueses. Alguém conhece um Restaurante Chinês cujo proprietário seja de Trás-os-Montes?

Os nomes não fogem muito disto: “Paquito. Casa de tapas”.

Muito brasileiro que por aqui anda deve pensar que em Portugal há locais próprios para apanhar porrada. Já os estou a imaginar a ligar aos primos que ficaram no Rio de Janeiro “Sábi Vanderlei Uilson, aqui em Purtugau, tem auguns sitius publicos, ondi dão tapas em você. O mais istranho é qui tem di pagá pá levá na cara. E muito”.

Assim, do outro lado do Atlântico, lá se vai confirmando a ideia de que português é “burro meismo”.

Mais uma vez, nestes locais, de espanhola a comida tem pouco. Normalmente podemos deparar-nos com “deliciosas” iguarias congeladas, pedaços de pão (tapas?) com coisas em cima e outras coisas que não se comem em Espanha, mas sim em Portugal, em cima de pedaços de pão (tapas?).

E depois há o “Driver’s”. O “Sunset”. O “Flower´s” e por aí fora…

Possivelmente o Daniel, a par com o seu Irish Pub, abriu um “Sunset” onde a ideia é “vender” aquelas maravilhas que se comem nos E.U.A., porque toda a gente sabe que se há sítio onde se come bem, é lá. E não falo de saúde nem nada que o valha, já que quem se quiser convencer que uma bela de uma alheira ou um queijo da serra são saudáveis, que se trate, porque devem ser as artérias entupidas de colesterol lhe que estão a turvar o discernimento. Falo mesmo de ser bom e saboroso!

Claro que no “Flower´s” o que eventualmente iremos comer é um belo dum prego no pão, que ao contrário do que se come no “Zé do Pipo” (que tem apenas o “tradicional” óleo Fula) é abundante em molhos e/ou queijo.

Não o conheço e já odeio o Daniel. E sei que não é exagero meu, porque todos os que me conhecem sabem que não existe criatura mais sensata, dócil e tão cheia de bons sentimentos como eu. Por isso, Daniel, não sou eu, és tu e para ti tenho apenas 3 conselhos:

- Muda o nome ao teu café para “Café Central” ou, porque não, simplesmente “Daniel”?

- Abre antes um restaurante português em Espanha. Até podes usar o mesmo nome do café que tens em Vila do Conde e tudo, pões-lhe só um “2” no título e até parece que tens uma cadeia.

- E fecha o “Driver’s” e abre um Macdonald’s. Vais ver como tens mais clientela.

E cuidado Daniel, porque também detesto pessoas que abrem restaurantes com numerações no nome, tipo “Daniel 2”. Faz-me pensar que são pouco criativas, preguiçosas ou prepotentes ao ponto de querem fazer parecer que têm uma cadeia do negócio.

Tempo Sincro

video

Até, mais ou menos, aos 8 anos sonhava em ser cabeleireira ou pianista. Depois passei anos a querer se advogada acabando, no entanto, por enveredar pela Comunicação.

O bom de se ser advogado (ou médico ou economista ou cabeleireira) é que ninguém te pergunta: “E o que é que fazes exactamente?”. E pior de tudo é nem eu própria conseguir explicar muito bem em que é que consiste o meu ganha-pão.

Nunca a frase “Uma imagem vale mais que mil palavras” (sendo que mil às vezes não chegam) teve tanto sentido.

Flores p´ró, hoje, David




Há dias maus, há dias bons e há dias complicados e labirínticos. Ontem foi um destes.
Um bouquet de flores do campos, para os que ajudaram a descomplicar!

Keep a Secret



Há uns meses passaram-me 1455 novas canções, e um dos álbuns que vinha à mistura era o "Rules" dos "The Whitest Boy Alive" (que se fossem portugueses chamar-se-iam "Os Branco Mais braco Não Há").

Estes rapazes são de Berlim e começaram como um projecto de música de dança, mas viraram banda. O vocalista, Erlen Oye (que é com alguma alegria que confesso, que há uns anos se esfregou em mim - com todo o respeito - no Festival de Benicasim), faz também parte dos Kings of Convenience. Só boas referências, portanto.

Todo o álbum é muito divertido e animado, sem ser "histérico" e é altamente recomendado nas mais diversas situações: viagens, arrumações, depressões profundas ou ligeiras, males de amor e económicos, maus olhados e problemas sexuais. Parece que o Erlendo - prós amigos - nos vai dizendo com as suas músicas: relaxa, abana a anca, que vai ficar tudo "ole raiguete".

Aqui fica um exemplar.

O teu Pai é Careca ou Cabeludo?


Dona de Casa Zesperada

Quando me preparava para sair da casa dos pais, uma das minhas preocupações foi ter umas noções de culinária, para me poder desenrascar com algo mais que pão e iogurtes.

Os ovos já os tinha mais ou menos dominados. Massa cozida também, assim como os grelhados. Mas havia uma espécie culinária que me provocava muitas dúvidas: o arroz! Como raios se mete uma chávena numa panela e esta aparece cheia? Um longa conversa de café deu-me uma noções básicas...

Por sorte fui morar com mais 3 criaturas. Duas delas até tinham jeito para a coisa e a outra ou era tão manca como eu para a culinária, ou então disfarçava bem.

A mais versada delas nas artes culinárias "abriu" há pouco um blogue, que está a ficar com imensos fieis seguidores. São receitas fáceis, com um toque diferente, e saborosas. Aqui fica o link: http://www.sabores-agri-doces.blogspot.com/.

Mais de 10 anos passados, ainda há gente que fica surpreendida quando cozinho. Como se de repente descobrissem algo altamente improvável para a minha pessoa. E continuo a ser gozada, por muitos, pelos meus resultados culinários. Deduzo que há imagens que jamais se apagarão da memória de alguns...

Mas continuo sem desistir, apesar de não fazer muito bem às unhas das mãos e deixar maus cheiros no cabelo, e hoje resolvi inovar na cozinha. Até correu bem e por isso quero partilhar a minha receita, um pouco inventada:

PEIXE LUMINOSO&ARROZ RELAXADO
(para 4)
Peixe:
6 Filetes de Peixe (à escolha e sem espinhas)
Alho
Limão
Pimenta
Sal
Salsa
Sementes de Sésamo

Arroz:
2 chávenas de Arroz Agulha
Azeite
Cebola
Furikake
Sal

Temperar o peixinho cortado aos pedaços com sal, limão, salsa, alho e pimenta. Numa sertã alhinho e azeite, deixar fritar um chiquinho e meter o peixe até ficar alourado. Quase no fim acrescentar sementes de sésamo na sertã. Fritar tudo mais um pouco.
Para o arroz fazer um esturgido de cebola, fritar um pouco o arroz e colocar 4 chávenas de água. Deixar ferver a água e depois cozer no mínimo. O resultado terá de ser um arroz branquinho, ligeiramente empapado (não era para ser, mas até correu bem). Depois misturar o arroz com um condimento japonês que se chama Furikake (algas, peixinhos, vegetais secos e desidratados, tudo em pedacinhos muito pequenos.)
Uma saladinha ao gosto do freguês, pegar numa malguinhas para servir o arroz em meios círculos (comme il faut) - nos pratos ou travessa - e o peixe numa travessinha.
Estava bom!
Furikake

Insert Coin




Este é mais um filme de animação de PES - o seu trabalho é incrível - e gosto particularmente deste "Game Over", cuja temática é uma série de jogos arcade, que fizeram parte da minha infância.


Há quem se lembre do cheirinho dos bolinhos da avó. Eu lembro-me de jogar ao Frogger (ou "Sapinho", como eu lhe chamava) em cima de uma grade vazia de cerveja.

Coraline No País das Maravilhas





Vi este trailer e fiquei cheinha de vontade de ver o filme.

Chama-se "Coraline e a Porta Secreta" é a primeira longa-metragem realizada em stop-motion em 3D e o seu realizador, Henry Selick, foi também o responsável pelo excelente "Nightmare Before Christmas".


Ainda não vi o filme, mas pelo trailer uma série de referências vieram-me à memória: o filme "A Noite" da Regina Pessoa, pelo aspecto da animação e imaginário terrorífico da criança; a história da "Alice no País das Maravilhas", pelo mundo fantástico e paralelo, que se acede através de uma porta secreta; e a BD "Emily, the Strange" não sei muito bem porquê, mas talvez pela personagem principal.

Pelos vistos é a adaptação de um livro de Neil Gaiman, que conta a história de uma menina, que descontente com a vida que leva, encontra uma alternativa - aparentemente parecida, mas melhor - à sua existência, numa porta secreta que existe na sua casa.

Claro que os sonho acaba por se revelar um pesadelo...

Bye bye Maria Ivone - Actualizado


E por falar em Egos...

Egos?


Egos!

J from Joy


Com a divina visita de Jesus veio uma viagem até aos céus.
Depois de 2 anos e... a viver aqui nunca tinha ido de teleférico até lá cima.
Que mais ando eu a perder?

A Galinha da Vizinha


Não me lembro que problema tinha.

Quando o Gato era Cueca


É uma Sépia, a cadela Mosca!


Ao fim de dois anos e pico, caiu-lhe uma chuvada em cima e desbotou.
É uma Sépia, a cadela Mosca!

Quente&Molhado


Foi assim o fim-de-semana por cá!

Estradas ao Contrário

Últimamente quase só tenho ido ao cinema ver grandes "êxitos cinematográficos", "muito aguardados" e que normalmente são sagas, adaptações ou remakes, com legiões de fãs. A ideia é sempre "desligar", o que vendo bem até consigo, porque até do próprio filme me desligo...

O último, como não será defícil de imaginar, foi o "Exterminador Implacável: a Salvação". Nem o Cristian Bale torna aquelas duas horas mais agradáveis. Tiros, montes de tiros, explosões, perseguições e pouca história, que é como quem diz, muito orçamento e pouca imaginação.

Tirando a breve aparição do que parece ser o Arnold S. e de um "I'll be back" - menos robótico que o original - do Cristian Bale, o filme salva-se pelos segundos em que ouvi o "Rooster" dos Alice In Chains. Mas foram só uns segundos e fiquei com as ganas, de tal forma que permaneci na cadeirinha até ao fim do genérico, só para ver se a ouvia novamente.

E como esta música e estes senhores me fazem lembrar uma época muito específica da minha alegre existência, lembrei-me da minha amiga Diuska, que diz que anda por aí a ouvir má música;)!

O que é uma Neurose Obsessivo-Compulsiva?

"Sonho, secretamente, em viver num T0 e comer pães com mantiga e beber copos de água. Nestes sonhos sou acordada pela minha voz, gravada num qualquer sistema electrónico, que me diz, com um sorriso terno, o maravilhosa que sou todos os dias!"

Aleluia, senhor!

Hoje fui visitada por Jesus!

Exposição Délia de Carvalho


E porque a vida não é feita apenas de animais pequeninos e fofinhos, aqui fica o convite para verem o interessante trabalho da minha amiga Délia de Carvalho.
Inaugura dia 15 de Maio e é no Porto na Galeria João Pedro Rodrigues.
Caso queiram bisbilhotar o seu trabalho, aqui fica o link: www.deliadecarvalho.blogspot.com.
Quem descobrir o meu retrato ganha um maravilhoso jantar confeccionado por mim.

O "Vitória"


De acordo com a zona geográfica pode também ser o "Boavista".

E de perfil...


Precisa de dono:)

Meia-de-leite com Caramelo


A "Menina"


Em princípio tem dono... É a única rapariga da ninhada!

O "Meia-de-Leite"


Este ficou fofo nos últimos dias. É uma simpatia...
ALGUÉM O QUER? Não tem dono:(

O "Farrusquinho"


Este precisa de ser adoptado!!!!
ALGUÉM O QUER??

O "Caramelo"


Também já está reservado, não confirmado...

O "Permanentes"


É giro, mas já tem dono...

A Malta!


Já nasceram!

São 6, são giros e são grátis!

Os cãezinhos, fruto do acto malvado do preto vadio, já nasceram. 3 meninas e 3 meninos.

Aceito encomendas.

Em breve fotos.

www.tapetevoador.eu



Para quem ainda não sabe, esta é uma Agência de Viagens que abriu recentemente e com um conceito bastante diferente do habitual.

Aqui não vendem viagens, vendem experiências. Quem gosta daqueles pacotes "tudo incluído" para ficar fechado num resort, pode passar à frente... Mas quem gosta de aventura, descobrir e fazer parte de outras realidades culturais, quem mais do que um turista é um viajante, este é sítio certo para programar as próximas férias.

Parece um anúncio publicitário, mas não é. É apenas o novo projecto de uma pessoa muito querida, no qual acredito. Parece-me uma ideia fresca, para nos ajudar a planear as férias.

Espreitem:

www.tapetevoador.eu

Faça Já a Sua Reserva!


E eis que um dia acordei e tinha 30 anos.
A primeira coisa que me veio à memória foram as minhas visitas ao Centro de Saúde, quando ia levar a vacina. Lembro-me de quando as enfermeiras escreviam, a lápis, num dos cantos superiores do boletim, a data do nosso seguinte encontro. E recordo-me de pensar, sempre, que ainda faltava muito tempo e das dúvidas e projecções sobre o futuro.

Os 30 seriam, possivelmente, ao lado do Tom Cruise em Hollywood, a beber uns gins tónicos, numa espreguiçadeira na piscina.

Hoje sei que isso jamais seriam possível, uma vez que nunca me adaptaria a Los Angeles e porque a Cientologia “it’s not my cup of tea”. E para tristeza do Tom, aqui estou eu, com 30, a milhares de quilómetros de distância.

Hollywood à parte, quando acordei com 30, como seria de esperar, senti aquela necessidade impulsiva de marcar a data com um “post” profundo e sentido sobre o antes, o agora e o depois. Sobre as doces memórias do passado e os desejos ardentes do futuro.

E desejo creio ser a palavra certa para descrever o que virá mais adiante... Oh yeh!

Decido então, em jeito de comemoração, dar um belo passeio na companhia, como não, da Mosca. Para os que ainda não sabem (shame on you) a Mosca não é uma mosca daquelas que voam. É o cão mais bonito do mundo.

Lá íamos nós. Eu e a Mosca, em passeio feliz pelo centro da cidade. Eu ia feliz com 30 e a Mosca ia feliz comigo (achava eu).

Nada parecia abalar a nossa auto-confiança quase infantil, até que algo sucedeu…
Depois de termos sido perseguidas por um preto cabeludo (e refiro-me a um cão), a Mosca virginal soltou-se, fugiu-me e foi vilmente violada, à frente dos meus olhos e dos que ali passavam.

Como me parece lógico, ninguém fez nada, enquanto eu, desesperada, corria atrás do casal sedento de desejo.

Quando por fim os consegui alcançar e os apanhei imóveis no meio do jardim, depois de pelo menos um quilómetro de corrida (para mim e para estes Romeu e Julieta de quatro patas), julguei que o idílio amoroso teria terminado e reclamo para os meus braços aquele doce ser peludo, de nome Mosca. É quando me apercebo que afinal é verdade que, muitas vezes, quando os cães copulam é quase impossível separá-los. Era deixá-los aos dois ou trazê-los colados. O verdadeiro “tudo ou nada”.

A lembrança deste momento deixa-me algo atormentada, porque o cenário era algo patético: ali estava eu, uma trintona, a suar em bica e com a face da cor das rosas do jardim onde me encontrava (que variavam entre o vermelho sangue e o amarelo peido), bem no centro da cidade, em hora de ponta (só faltava o Tom Cruise a um canto a desfazer-se a rir), enquanto com uma mão tentava arrancar, daquele pénis assassino, a bicha (cada puxão era acompanhado por ganidos de dor profunda desta) e com a outra dava chicotadas secas com a trela ao negro assanhado, que manchava, publicamente, a honra desta donzela. Claro que a toda esta cena assistia um público variado e significativo, num riso debochado. Por momentos muito breves senti que era eu, que ali, onde nasceu Portugal, me entregava sem vergonha nem pudor, aos prazeres da carne.

Eis quando Deus (em retribuição por não ter entregue a minha alma à cientologia) me colocou no caminho um jardineiro com um balde na mão e uma fonte a jorrar água abundante, a escassos metros.

O que se passou a seguir é previsível, mas só para os que têm dúvidas, depois de lhe atirar com balde de água, sim, eles “deslargaram-se”.

Isto para dizer que tenho 30 anos, abdiquei de uma vida “glamourosa” nos States – contra os prognósticos do meu boletim de vacinas – mas em breve terei outra ninhada de cães.

Faça já a sua reserva!!

Em breve levo outra vacina e vejo-me, aos 40, com uma Mosca castrada.